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17.9.05

Viver para contar


Entre os livros que terminei de ler recentemente está "El viaje a la semilla - La Biografia" (A viagem à semente - A Biografia, Ed. Alfaguara/Espanha/1997), do escritor colombiano Dasso Saldivar sobre o seu conterrâneo Gabriel García Márquez.

Eu já conhecia, por alto, a obra de García Márquez. Já havia lido "Crônica de uma Morte Anunciada" e começado a ler - sem ter podido terminar, pois era a época do trabalho final da faculdade - "Cem Anos de Solidão". O primeiro, inclusive, me surpreendeu muito, pois a primeira frase do livro é algo como "Santiago Nasar acordou às 10 da manhã no dia em que iria morrer", ou seja, desde a primeira linha o final, no caso a morte, está anunciada. Mesmo assim o livro é fantástico, tem um ritmo constante e prende a atenção até o fim.

Adoro biografias. Gosto de saber quem eram as pessoas que fizeram ou que viveram a história. Além de conhecê-las mais a fundo, isto me permite entender que ninguém nasce sendo aquilo pelo que se tornou famoso. Às vezes, como no caso do escritor colombiano, é o sucesso de uma vida inteira de dedicação, mas outras a própria vida leva o personagem a outro caminho, inesperadamente feliz.

A proposta de Saldivar ao escrever o livro era a de contar "qual a realidade histórica, cultural, familiar e pessoal" do escritor de Cem Anos de Solidão. Não por acaso, a biografia inicia séculos atrás, contando as origens das duas famílias do biografado (os "García" e os "Márquez"), e vem até quase 1970, quando este alcança a consagração com a publicação em vários países do livro que lhe daria o Prêmio Nobel de Literatura.

A literatura de García Márquez é auto-biográfica. Mais do que se basear em pessoas para criar personagens, ele descreve fatos e acontecimetos com uma riqueza de detalhes impressionantes. "Crônica de uma Morte Anunciada", por exemplo, é a história real de Caetano Gentile, um amigo do escritor morto nas mesmas condições que Santiago Nasar, inclusive no que diz respeito aos motivos.

Cem Anos de Solidão, por outro lado, é como se fosse o grande palco onde o autor pode, depois de mais de 20 anos de espera, fazer com que convivessem juntos todos os seus personagens. A origem do livro é anterior a "La Hojarasca", primeiro livro "completo" e publicado de García Marquéz. Neste tempo, contudo, ainda se chamava "La Casa" e não possuía um rumo definido. O amadurecimento foi lento e gradual, conforme o escritor vivia em países como Colômbia, França, Itália, Venezuela, Cuba, Estados Unidos e México.

O envolvimento pessoal de García Márquez com sua "obra maior" foi tanto que durante os quase 2 anos em que a "finalizou" se dedicou somente a ela. Morando em um apartamento alugado, dormia, acordava, escrevia, jantava e voltava a dormir. A única coisa que possuía quando finalizou o livro era uma batedeira, pois todo o resto havia sido penhorado. Ainda assim, no dia em que teve que matar Aureliano Buendía - um de seus principais personagens - chorou copiosamente ao lado da esposa durante horas.

Mais de 10 anos antes de escrever um dos livros melhores livros da história da literatura latino-americana, García Márquez dizia a sua esposa e a seus amigos, enquanto elogiavam seus livros, que o melhor ainda estava por vir. A profundidade da sua pretensão era tamanha que foi necessário que ele trabalhasse anos com cinema para entender que o que queria expressar não seria compreendido de outra forma que não escrita. Tinha que ser algo pessoal, sem a interferência de produtores, diretores ou atores. Ele sabia então que se conseguisse colocar no papel o que ainda nem ao menos conseguia definir, sua literatura se dividiria em antes e depois daquela obra.

"Sua literatura". Pode se dizer que García Márquez encontrou a "sua" literatura. Sua forma de escrever, seus temas e seu ambiente. Isto talvez seja o mais difícil para um escritor. Digo isto pois, na minha humildade de eterno aprendiz, também gostaria muito de viver da escrita. Vejo, ao longo dos anos, mudanças e amadurecimentos na minha forma de escrever, mas ainda não sei se um dia chegarei a ser "alguém". Contudo, essa vivência e este desejo me permitem compreender a entrega e a realização pessoal de homens como Gabriel García Márquez.
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14.9.05

Acabou.


Foi rápido, durou poucas semanas. Quando começou eu não poderia imaginar que me envolveria tanto. Bom, talvez poderia, mas não imaginei. Veio aos poucos, e quanto mais eu me aprofundava nos seus problemas, nas suas qualidades e nos seus defeitos, mais eu me sentia... desafiado, e mais fundo eu queria ir.

Eu já tinha passado por situações semelhantes, mas sabe como é... quando a gente "vê um filme" uma vez, acha que aprendeu o suficiente e não vai deixar acontecer de novo. "Já aconteceu, já estamos vacinados", pensamos. Isto é papo, e nada mais do que papo. Quando menos a gente espera é que a vida vem e nos mostra como estávamos enganados.

Não faz muito tempo que eu notei que isso estava me dominando de novo. Bem, na verdade, notar eu estava notando desde o início, mas como eu adoro aprender errando, eu estava me sentindo bem. Então - pensava eu - por que parar? Agora que acabou é que eu me sinto mal, vazio... mais uma vez.

O que fazer? Ir em frente, ué.. Afinal, tudo indica que amanhã mesmo outra história dessas vai começar. Se vou "cair" de novo? Não sei..

O que eu sei é que foi muito legal. Muitas das pessoas que estiveram comigo, de uma forma ou de outra, durante estes dias, já estavam comigo anteriormente. Algumas desde o início, e apenas uma há bem pouco tempo. É certo que neste último período, enquanto esse desafio me consumia, estas pessoas e eu nos tornamos mais próximos, mais amigos.

Será que eu não sabia que ia acabar assim? Bem, talvez não... afinal, eu graças a Deus não me preocupo com as coisas antes de elas acontecerem. Como se diz por aí, quem morre na véspera é peru de natal...

Se dependesse de mim, definitivamente não teria acabado hoje. Não depende, e amanhã o curso continua com o seu próximo módulo. Pensando bem, se eu realmente quiser eu até posso fazer de novo, mas não é muito inteligente refazer um curso de flash.
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2.7.05

Sobre o que escrever?


Assuntos, tenho vários. Talento, Mário Quintana, Ayrton Senna, 6 anos, amor, amizade, auto estima, música, cinema...

Tempo? Também.. Segundas, terças, quartas, quintas, sextas, sábados e domingos...

Então o que falta? Inspiração? Graças a Deus não, eu tenho pensado em coisas para dizer quase que constantemente. Não ter onde publicar, talvez? Claro que não, afinal, aqui estou eu...

O que falta é ânimo. O problema é a velha e já tão falada falta de ânimo. Aliás, eu não tenho escrevido nada por que eu sinto que qualquer texto que eu escrever agora vai ficar assim, pesado, para baixo... Mas desta vez eu não vou deixar!

Esse período "parado" está me possibilitando rever conceitos importantes. Quer dizer, eu estou aproveitando este tempo para repensar algumas coisas. Ao contrário do que talvez aconteceria com a maioria das pessoas, eu não me sinto desvalorizado profissionalmente por causa desta fase ruim. Eu entendo que cada oportunidade de trabalho é uma nova disputa onde nem sempre vence o melhor, e onde os concorrentes quase nunca são os mesmos. Assim, e levando em conta o mercado do jornalismo no Brasil, o negócio é seguir tentando, porque um dia tudo vai dar certo.

Enquanto este dia não chega, eu vou levando. Uns dias bons, outros ruins, outros muito ruins, outros péssimos e alguns que eu prefiro nem comentar. Contudo, eu dificilmente fico parado. Estou sempre criando alternativas, opções ou mesmo distrações. Nada, é claro, que me impossibilite de assumir um novo compromisso profissional, mas sem nunca deixar de me manter ativo.

O meu lado pessoal é o que está passando pelas maiores mudanças. Apesar de estar vivendo uma época "tranqüila" - pessoalmente falando -, tenho pensado muito em muitas coisas, e acho que a minha auto-valorização está aumentando bastante. Ou melhor, acho que eu estou alicerçando uma nova e maior auto-estima. Isto tem muito a ver com muita coisa, e tudo a ver com quase nada.

Ontem foi o 6º aniversário de um dia muito importante da minha vida. Foi o dia em que eu decidi ser eu mesmo, ao invés de ser o que eu acreditava que os outros esperavam que eu fosse. Desde lá eu venho neste auto-conhecimento que evolui a cada dia, sempre com resultados positivos. Para mim, foi apenas ali que terminou a minha adolescência. De certa forma, ao pararmos de nos preocupar com o que os outros esperam é que começamos a ser indivíduos e nos tornamos adultos. É claro que eu já mudei muito de lá para cá, mas o momento, e a minha essência, permaneceram.

É interessante escrever sobre nada. É livre, a gente abre a mente e as palavras saem. É claro que é preciso manter uma linha, um raciocínio, mas a criação sem dúvida, é melhor. Eu nunca me preocupei em "ter" que escrever neste ou naquele dia. Se forçar, os textos não saem naturais, e assim perdem qualidade. Acredito, inclusive, que isto aconteceu algumas vezes...

Como eu sempre digo, vamos em frente. Como mensagem eu deixo uma frase de um dos meus artistas favoritos. Parafraseando Carlos Drummond de Andrade, Gabriel o Pensador, em uma das músicas do seu novo CD, diz: "no meio do caminho pode ter uma pedra / mas no meio desta pedra pode ter um caminho".
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1.4.05

Estou namorando!!

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Há muito tempo eu pensava em escrever algo que falasse diretamente sobre amor. Muitos dos meus textos já falaram disso em vários aspectos, mas nenhum diretamente. Eu sempre tive muita coisa para falar sobre amor, mas por alguma razão ainda não tinha sentado para escrever sobre isso.

Bem, se era de uma razão que eu precisava, agora eu a tenho. Depois de anos procurando por todos os cantos sem encontrar, eu fui encontrado. Eu sei que muita gente me falava isso, mas eu também sei que certas coisas - como não focar a vida tanto num único "ponto" - não dependem apenas de vontade. As coisas acontecem quando tem que acontecer e, mesmo que levem tempo, a sua chegada sempre compensa a espera.

Posso dizer que foi mais ou menos por acaso, se é que estas coisas acontecem por acaso. Eu e ela nos conhecíamos, de certa forma, já há algum tempo, mas apenas nas últimas semanas começamos a nos aproximar. Eu, vacinado, lutei até o fim para deixar a coisa rolar por si, e mantive a minha vida focada no profissional, para não criar expectativas. Não é a primeira vez que eu forço uma distração para não me envolver "automaticamente" com alguém, mas é a primeira, das que eu me lembro, que isto funcionou...

A paz de espírito que eu estou sentindo agora é muito grande. Quando eu me lembro do meu medo de rejeição - que eu sei que continua aí mas graças a este novo contexto agora eu tenho uma nova forma de trabalhar isso -, e quantas vezes eu me arrependi de fazer, ou principalmente de não fazer, alguma coisa, sinto que tudo valeu a pena. Eu sinto como se, se a minha vida tivesse como objetivo chegar no dia de hoje, tudo valeu a pena, e eu estou realizado.

É estranho, agora, pensar nas outras mulheres por quem eu estive interessado ou afetivamente envolvido nos últimos anos. Algumas, como eu dizia, vão ter sempre um lugar no meu coração, pois foram duros aprendizados e também tiveram seus - curtos - momentos especiais. Outras, que me desculpem, mas parecem fazer parte de uma época já longínqua, da minha adolescência ou algo do gênero...

Durante este tempo que eu estive sozinho, eu vi muita coisa "impressionante". Muiitas, mas muitas amigas minhas sendo ignoradas, mal tratadas ou mesmo desrespeitadas por seus namorados. Agora, eu sei bem disso, é hora de eu demonstrar que eu não trataria uma mulher "assim", como eu sempre fiz questão de frisar. Não acho que terei dificuldades mas, de qualquer forma, o meu sentimento hoje me leva a querer fazer de cada novo momento um momento especial e inesquecível. Não sei se vai durar para sempre, mas vou fazer de tudo para que seja eterno enquanto dure.

Como seria bom se nos sentíssemos assim todos os dias. Aliás, faz tempo que eu não me sinto assim... Acontece que, eu não sei se você viu, mas hoje é primeiro de abril!!
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28.3.05

Uma moeda "sem valor"



Por um curto período de tempo na minha adolescência, eu fui um colecionador de moedas. "Numismata", parece que é o termo certo. Na verdade, eu tenho um amigo que, nesta época, levou este hobby bem mais a sério, e eu tive vontade de acompanhar. Pensando bem nem sei se ele ainda continua com a coleção, acho que não. Eu já não coleciono mais, e tenho poucas moedas antigas.

Contudo, esta que está aí em cima (frente e verso) é um dos meus tesouros. É uma moeda brasileira, de 80 réis, do Império. Pesquisando, descobri que ela é de 1822, ou seja, da época de Dom Pedro I. É provavelmente a primeira moeda "brasileira", pois eu imagino que no Brasil-Colônia era utilizada a mesma moeda vigente em Portugal, senão ouro, por exemplo.

É claro que eu sei que esta moeda saiu de circulação, e por isso perdeu o seu valor, no máximo na Proclamação da República, apenas 70 anos depois de seu lançamento. A pergunta que fica é: como uma moeda se manteve "incógnita" durante décadas, a ponto de ser "encontrada" por alguém nascido mais de um século depois dela? E, mais do que isto, qual o caminho que ela percorreu neste tempo?

Não tenho noção do valor que uma moeda de 80 réis tinha para alguém dos anos 20 do século XIX. Sei que a inflação também atacou naquela época, pois, a moeda que eu tenho de 1889, primeira da república, já é de 200 réis. De qualquer forma, eu acho fantástico imaginar que esta moeda pode ter passado muito tempo sendo trocada por mercadorias, serviços e até escravos. Esta moeda, inclusive, é testemunha de uma época que, na verdade, há muito é impensável: a época do Império Brasileiro. Muita gente não nota, mas o Brasil foi, na sua época e territorialmente, um dos maiores Impérios do mundo. As pessoas que trocavam esta moeda tinham a noção de que o Imperador era o dono de tudo, muitas vezes até de suas próprias vidas. É estranho pensar que esta noção de "governo vitalício" não aconteceu só na Europa numa época distante como a Idade Média (onde ainda se mantém, em alguns casos, ainda que não com mais tanto poder), mas foi aqui, no "país tropical", e há poucas décadas.

É certo que, para ter sobrevivido a estes 120 anos de República, esta moeda passou por outros colecionadores, ou mesmo viveu décadas esquecida em uma gaveta. Mesmo assim, ela foi testemunha, sem a mesma participação, de todo o desenrolar deste período democrático (e seus longos hiatos). Não é de todo impossível imaginar que esta moeda tenha sido guardada por um tenente nos anos 20 do século passado, quem sabe por Getúlio Vargas, ou por um general durante os aons 70.

Não sei por quanto tempo ela permanecerá comigo. Calculo que esteja aqui já há quase 1 década, e pretendo que permaneça por muitas mais. É possível, e até provável, eu diria, que ela também sobreviva a mim. Talvez se perca novamente, até que outro historiador de fim-de-semana a encontre. Então um dia o seu novo possuidor ficará ainda mais impressionado com o seu valor histórico, e se lembrará que ela tem mais de 200 anos. Ele provavelmente também cogitará as várias "viagens" que ela fez até chegar às suas mãos, se lembrará do Império, e das décadas de República. Entretanto, este tempo que ela ficou aqui comigo será para sempre um segredo só dela.
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15.3.05

Back to the eighties!


Eu quase não acreditei quando o vi. Um pouco mais baixo do que eu, mas bem mais veloz. Na verdade, muito mais veloz. Incomparavelmente mais veloz. Graças a um dos maiores cientistas que o mundo conheceu, quando este carro atinge 140 km/h (88mph) ele se torna inalcancável para mim, para qualquer outra pessoa, carro, ou avião. Isso pelo simples fato de que ele deixa de viajar no espaço de uma rua, por exemplo, para começar viajar no tempo.

Quando me foi dada a oportunidade para viajar, eu não acreditei. O Doutor Brown me perguntou a que época eu gostaria de ir, ou retornar. A minha primeira opção seria voltar séculos no tempo, visitar o Império Romano, ou talvez o Renascimento.. mas quando ele perguntou sobre "retornar", não sei por que, mas pensei em visitar os anos 80. Eu me lembro muito vagamente deles. Apesar de ter nascido ainda no final da década de 70, a maior parte da "década perdida" eu passei sem notar. As minhas primeiras lembranças "lógicas" são aí por volta de 1986, 1988..

Entrei no carro, e pensei: Por onde eu começo? Humm... já sei!! Data: 08 12 1980 - Hora: 18 00. Acelerei e... zzzzummmmm.. Aqui estou eu. Agora preciso achar uma televisão. Estaciono o carro e começo a procurar uma loja com uma TV na vitrine, pois a notícia deve sair a qualquer momento. Como a cidade é estranha, aquele prédio ali já não existe há anos em 2005, que sensação esquisita... Ali! Uma loja! E tem uma multidão em volta... já deve ter acontecido!... É, ele está morto. Sinto algo estranho pois, ao mesmo tempo em que a morte de John Lennon foi sempre algo muito distante, quase mítico, está ali na minha frente, acabou de acontecer.

Chega de tristeza. 11 de dezembro de 1983. Tem que ser cedo, por que o jogo foi no Japão. Hmmm.. acho que está bom. Zzzzummmmm... Vou para o centro da cidade, lá deve ter um bar aberto ou algo assim... Nossa, tem vários!! Aqui parece que é meio-dia, pelo entra-e-sai. O jogo ainda está 0 a 0. Vou tentar parecer apreesnivo também para não passar por colorado, ehehe... 1 a 1. Segundo tempo. Daqui a pouco o Renato vai fazer aquele golaço! É estranho pensar que isto esteja acontecendo ao vivo. Goooooool! Agora o Ranzolin deve estar dizendo a frase imortal na Gaúcha: "O Rio Grande do Sul e o Brasil vão viver uma madrugada que não terminará, antes do sol nascer". Legal o trocadilho com a terra do sol nascente, mas pena que foi traída pela obviedade. Bom, o que vale é que é campeão!! É campeão!! É cam-pe-ão!!

Estou voltando para o carro, e feliz da vida. Para onde irei agora? Hmmm... 1984! Só não sei a data... Vou tentar mais para perto do final do ano. Zzzzummmmm... Pronto! Nossa, sem dúvida eu acertei. Nem nas passeatas dos caras-pintadas de 1992 eu vi Porto Alegre tão "brasileira". Faixas, pessoas gritando palavras de ordem, tudo em verde-amarelo. Acho que a votação ainda das Diretas não aconteceu. É triste pensar que toda esta esperança que essas pessoas estão tendo agora de acabar com a Ditadura Militar vai acabar frustrada, e que levaremos tanto tempo para curar estas e tantas outras feridas... Vou para "os finalmentes". Abril de 1985. Zzzzummmmm... Dia 22 de abril. O bom é que agora eu sei onde está a televisão. Nossa... eu lembro de ter visto esta mesma imagem, lá na sala de casa. O caixão do Tancredo sendo carregado em comboio, com a bandeira do Brasil em cima. Foi a primeira vez que eu vi tanta comoção... e eu só vi igual quando o Senna morreu...

Vou para a Copa de 1986! A primeira que eu me lembro. Aliás, uma das primeiras lembranças "lógicas" que eu tenho é exatamente do dia em que o Brasil perdeu para a França. Vamos lá! Zzzzummmmm... Mais uma vez, Porto Alegre enfeitada futebolísticamente! Vou aproveitar que eu sei que em casa todos viajaram e passar por lá, ver como eram as coisas nesta época. Nossa.. parece um arranha-céu no meio de uma floresta. Quase nenhum prédio ou casa em volta. E essa rua ainda é de paralelepípedos. Também, ainda levaria quase 10 anos até que ela fosse asfaltada... Onde eu encontro uma televisão agora? Vou tentar dobrar aqui. Ali está!... Jogão de bola... "pena que vamos perder", eu penso silenciosamente. Na hora do pênalti do Zico, eu penso em dizer para ele chutar do lado certo, mas acontece que eu não sei qual é, pois na verdade, eu nunca vi esta imagem. O goleiro Bats, da França defendeu. O jogo terminou 1 a 1. Antes de ver o povão triste de novo pela derrota nos pênaltis, eu vou embora.

Falando no Senna, vou rever aquela corrida. Mas onde? De novo o acontecimento é no Japão, madrugada brasileira. Vou um pouco antes para encontrar um bar aberto. 29 de outubro de 1988, 11 da noite. Aquele mesmo bar da Copa está aberto, e de novo com a mesma bandeira do Brasil pendurada! Sentei. Êpa? O motor morreu na largada.. será que eu errei a data? Não.. ele conseguiu largar, do meio do bolo, mas saiu... Nossa! Nem bem chegamos na metade da prova e ele já é o líder de novo! Eu não me lembrava que tinha sido tão emocionante! Grande Senna!!

O que mais aconteceu nos anos 80? Muita coisa, mas agora não me lembro de muitas que valha a pena visitar... Preciso de mais uma, apenas uma.. Já sei! 15 de novembro de 1989! Nossa... quantos anos eu tinha aqui? 12? 11? É.. 11! E me lembro vagamente desta campanha.. Sei bastante dela hoje por que ela entraria para a história por muitas razões além de "simplesmente" ter sido a primeira para Presidente da República depois de tantos anos... Com quatro anos de atraso, o movimento das Diretas conseguiu! Mas o povo ainda vai descobrir que democracia é mais do poder que eleger o presidente...

Nossa... Do Lennon até a eleição foi uma longa década! Muitos são os fatos que eu não me lembrei, ou mesmo não considerei nesta viagem. Muitos filmes que eu adoro também são desta época, a começar por 3 da franquia "Super Homem" e toda a trilogia "De Volta Para o Futuro". De qualquer forma, foi uma boa experiência. "Para entender o futuro, estude o passado", é o que dizem. E, de certa forma, foi o que eu fiz. Mas acho que agora já é hora de voltar para o século XXI, e deixar o tempo correr por si mesmo novamente..
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8.3.05

A primavera do mundo

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Geralmente, eu começaria este texto falando sobre a primeira coisa que me vem à cabeça quando eu penso neste assunto. Bem, neste caso específico seria mais fácil falar sobre a primeira coisa me vem à cabeça quando eu não penso neste assunto. Não é nem que eu só pense em mulher, mas é que seriam tantos os aspectos, as qualidades, os momentos e mesmo os pequenos e charmosos defeitos que eu nunca poderia dizer que este ou aquele é o que me vem à cabeça quando eu penso neste assunto.

Uma coisa que todo o homem tem que concordar. Ver uma mulher chorando é uma atividade masoquista. Seja qual for a razão, aquela cara de choro mata qualquer um. Ao mesmo tempo, elas ficam lindas com as lágrimas querendo fugir dos olhos. É algo que dá ao homem, muitas vezes, uma sensação de incapacidade, por talvez não haver algo que se possa fazer, ao mesmo tempo que é uma imagem que, elas que nos desculpem, ficará na nossa memória para sempre.

É desnecessário falar do corpo da mulher. Eu até nem sou tão exigente, mas é incrível o poder que uma cintura, uma boca ou um par de pernas tem "contra" nós, homens. Independente de sermos amigos ou não, é inútil imaginar o contrário, nós estamos sempre reparando em vocês!

Eu não sei se é hoje que isto está na moda, ou se é por causa da faixa etária com a qual eu convivo mais. O caso é que as mulheres querem ser independentes, decidir por si, pagar por si e fazer por si. Por mim ótimo, se for da porta para fora. Não vem ao caso quem é que paga ou quem é que decide, o fato é que o charme da mulher está também e principalmente na suavidade, na doçura, e na "aparente" insegurança. As que ainda não sabem, aprendam isto se não quiserem morrer solteiras.

Sentimentos. Apesar de, por questões de natureza, a mulher ser um eterno vendaval de sentimentos, eu admiro aquelas que conseguem expressá-los. Não falo de dizer que ama ou nada disso. Expressar sentimentos é muito mais do que isto. É ser carinhosa, compreensiva, mas ao mesmo tempo saber o que quer e aonde se quer chegar. É chorar quando tiver que chorar, e rir quando for para rir. O primeiro, logicamente, longe de mim....

Milhares de poetas, músicos, escritores, filósofos e amantes em geral já tentaram definir a mulher. Se algum conseguiu? Não, nenhum. Talvez muitos tenham chegado perto, mas ninguém atingiu o conceito ideal. Dizem por aí que, para analisar alguma coisa, é preciso manter o "distanciamento necessário" para avaliar com isenção. Beleza, então eu é que não vou ser o herói.

A mulher é a primavera do mundo. É o que dá cores a este sombrio mundo ainda demasiadamente dominado pelos homens. O que muitas não sabem, felizmente, é que os homens são seres que querem parecer racionais, mas são, em sua grande maioria, absolutamente dominados pelos seus próprios instintos. Todo o homem é muito mais facilmente "convencido" por uma mulher do que por outro homem, por exemplo. E todos eles, mas absolutamente todos, fazem qualquer coisa para ter um amor correspondido. Até mesmo perder a sua faculdade de raciocinar....

Oito de março. Apesar de, para mim esta ser - independente da sua razão original - uma data machista, quero deixar aqui a minha homenagem a todas elas. Quero que todas saibam que, pelo simples fato de se saberem mulheres e agirem como tal, eu as admiro.

Como se diz por aí, "Se Deus fez algo melhor e mas bonito do que a mulher, guardou só para ele".
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18.2.05

Pensando em alguém...



Hoje eu acordei
pensando que não sei
o que eu vou fazer
para sobreviver;

Ouvindo música,
ou na internet,
perdendo tempo,
mascando chiclete;

Quero um poema,
que seja sem rima,
ponto nem trema,
de baixo pra cima;

Preciso de alguém,
que precise de mim,
tão perto de Deus,
tão longe do fim;

Que não seja perfeito,
pois também não sou,
que ame o meu jeito,
como ninguém amou;

Que goste de amigos,
de cinema e de flores,
não tema o perigo,
nem morra de amores;

Que cresça comigo,
e me ajude a crescer,
que me mostre o que é bom,
de nesse mundo viver.

Quero alguém simples,
assim como eu,
ou que simplifique,
o nó que me deu;

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16.2.05

Longe é um lugar que não existe...



Semana passada eu fui ao aeroporto. Quando a pessoa que fui acompanhar até lá embarcou, eu comecei, despretensiosamente, a olhar em volta.

Eu vi pessoas chorando, por causa da despedida. Uma senhora abraçava uma adolescente como se nunca mais fosse vê-la. Ao redor, cinco amigas da passageira do próximo vôo choravam discretamente. Não sei para onde ela estava indo, nem por quanto tempo.

Nas cadeiras, perto dos balcões de check-in, muita gente cansada. Algumas pessoas gritavam, outras estavam pensativas olhando para o nada. "Outras duras despedidas", eu pensei. Não falei com ninguém. Mesmo que a minha "missão" no aeroporto aquele dia estivesse cumprida, eu resolvi continuar reparando... Peguei o elevador e desci até o portão de desembarque.

Três pessoas seguravam placas. Uma informava o nome da pessoa, e duas o nome da empresa, ou algo assim. Li novamente o nome do passageiro que era esperado, e me perguntei: "Quem será? De onde ele vem?". Eu mesmo me estranhei tendo aquele tipo de curiosidade, afinal, fosse quem fosse "ele" é apenas mais um. Assim como eu, seja quem eu for, para toda essa gente a minha volta, sou apenas "mais um". Somos todos praticamente invisíveis...

Quando me aproximei da porta por onde os passageiros saem depois de pegar suas bagagens, reparei em um rapaz, mais ou menos da minha idade, que esperava por alguém. Ele olhava nervosamente para o relógio, numa mistura de apreensão e ansiedade. Pensei em falar com ele, mas, falar o quê? Decidi ficar e esperar para ver o que ia acontecer.

Um pouco mais atrás, o que parecia ser uma família estava esperando alguém. Não consegui definir se era um adulto ou um adolescente, mas alguém estava prestes a, me parece, ser muito bem recepcionado.

Me lembrei da minha infância, quando ir ao aeroporto era um acontecimento. A gente ia até lá só para ver os aviões subindo e descendo. Contudo, não íamos buscar ou deixar ninguém, estávamos lá como poderíamos estar num parque, ou numa lanchonete.

Comecei a pensar em como a vida é engraçada. O aeroporto é, reconhecidamente, um lugar de grandes emoções. Tanto para quem parte, como para quem fica, ou para quem chega, como para quem está, aquele momento é especial. Um último beijo, uma última palavra, um primeiro e fraterno abraço.

Subi até o terceiro andar, de onde se pode ver os aviões partindo. Não tinha muita gente. Caminhando por ali, entretanto, a emoção daquelas pessoas era marcante. Pais e mães chorando, crianças de colo olhando curiosas sem ao menos se dar conta do que estava acontecendo, e muitos comentários do tipo: "O dela é aquele ali...", na esperança de, quem sabe, não ter perdido a partida de alguém que nos é tão caro.

Quantas histórias acontecem simultâneamente em um aeroporto. Quantas famílias se separam e se reúnem, quantos amigos se reencontram ou se preparam para encarar juntos uma importante viagem. Quantas expectativas, quantas surpresas, quantas decepções... A todo o momento, pessoas choram de alegria e de tristeza, sonhos são realizados e destruídos, vidas são transformadas quase sem se notar.

Resolvi ir embora. Na fila para pagar o estacionamento, encontrei o cara apreensivo de antes. Ele agora estava acompanhado de uma bonita garota que, pelo jeito, está tão feliz quanto ele.

Olhei para ele, ele olhou de volta e me cumprimentou. Respondi ao cumprimento e, discretamente, sorri. Ele não faz idéia de que estava sendo observado, e nem notou todas as histórias que aconteceram enquanto ele esperava o fim da sua agonia.

Ao sair do aeroporto, já dentro do carro, me lembrei de uma frase que eu li certa vez, e que me pareceu muito correta naquele momento: "A vida é o que acontece enquanto pensamos em outras coisas...."

Pura verdade...
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16.12.04

35 anos de notícias

Antes mesmo de fazer jornalismo eu tinha a curiosidade em saber como se produz um jornal (impresso) diário. Eu me perguntava como era possível, já que são tantos pequenos detalhes que têm que dar certo diariamente para que se tenha um exemplar em mãos no outro dia. Quem lê, aposto, nem para para pensar nisso. O que sabe é que todo o dia tem jornal, e ponto.

Acontece que eu nunca tinha pensado em como se faz um telejornal diário. Na essência é bastante parecido, mas certos detalhes complicam ainda mais a situação. Primeiro, as reportagens de TV não são produzidas em ordem, e sim, montadas muitas vezes pouco tempo antes do jornal ir ao ar. Depois, existe uma questão de logística bastante complexa, pois enquanto o veículo impresso tem espaço "ilimitado" (considerando a quantidade de matérias que cabem em um jornal), o correspondente televisivo tem seu tempo limitado, e também tem que ser o mais abrangente possível. Principalmente se for um telejornal de abrangência nacional.

Apesar de ter a esperança de entender um pouco melhor esta "problemática", mais uma vez eu não sabia o que esperar de um livro, quando resolvi ler o do Jornal Nacional. A História é contada sempre pelo lado do vencedor, ou seja, sempre de uma forma favorável a ele. E é isso que vem à cabeça quando a Memória Globo lança um livro sobre aquele que é o principal telejornal do grupo e, há bastante tempo, o mais importante do país. Algo de propaganda, de auto-afirmação, como a própria Rede Globo adora fazer.

É claro que o livro exalta as qualidades do seu "produto", mas nem por isso deixa de ser muito interessante. Organizado de forma cronológica, ele conta desde os primórdios do jornalismo da Globo (antes mesmo do nascimento do JN), quando o trabalho era praticamente manual, até os dias de hoje, época das grandes coberturas e das matérias "especiais". O livro acompanha também mudanças que muitas vezes passaram despercebidas do grande público, mas que ajudaram a construir a imagem atual do Jornal Nacional. Entre elas pode-se destacar a saída de Cid Moreira da bancada do telejornal (onde permaneceu do início do telejornal, em 1969, até 1996), e a evolução das reportagens ao vivo.

A saída de Cid Moreira obedecia uma orientação do então Diretor de Jornalismo, Evandro Carlos de Andrade, que era a de colocar jornalistas como apresentadores, pois isto, segundo ele, daria maior credibilidade às notícias, e os mesmos passariam a fazer parte também da produção do programa. Hoje, William Bonner e Fátima Bernardes, além de apresentadores, são os editores do JN, sendo Bonner o Editor-Chefe.

O outro aspecto é ainda mais interessante. Hoje nem se pensa nisso, mas houve um tempo em que as transmissões ao vivo eram simplesmente impensáveis. A conversa "ao vivo" por telefone entre apresentador e repórter já foi uma coisa fantástica na sua época. Com a evolução das tecnologias o repórter conversando ao vivo com a fonte, ou mesmo com o apresentador, se tornou algo rotineiro, normal, mas por muito tempo isto foi algo extremamente difícil de ser feito.

Sem dúvida, o momento mais polêmico dos 35 anos do Jornal Nacional foi a famosa edição do debate entre Collor e Lula, às vésperas do segundo turno da eleição de 1989. O livro dedica quase um capítulo ao fato, incluisive transcrevendo a íntegra do debate, mas não chega a conclusões. Nos depoimentos, cada um dos envolvidos na edição dá a sua versão da história, e não se chega a lugar nenhum. De qualquer forma, eu considero o simples fato de eles terem "aberto" o assunto desta forma, algo bastante elogiável.

O livro também conta como foram pensadas, produzidas e executadas praticamente todas as coberturas especiais. Copas do Mundo, Olimpíadas, seqüestros, atentados terroristas, acidentes marcantes, e até mesmo a eleição de Tancredo Neves e a sua morte antes de tomar posse.

Bem, certamente haveria ainda muito para eu comentar, mas também não quero reescrever o livro aqui. Fica a mensagem de que o livro vale a pena, tanto para jornalistas e profissionais da TV quanto para o grande público.

Boa noite!

16.7.04

Uma viagem na história...

Para os que ainda não sabem, eu sou um apaixonado por história. Um eterno estudioso das relações de causa e conseqüência dos acontecimentos. E, nesta minha faceta historiador, adoro ler tudo o que fala sobre o assunto.
 
O último livro que eu li (e terminei ontem, por sinal) foi "A Viagem do Descobrimento", do jornalista Eduardo Bueno. É o primeiro livro de uma trilogia, e fala do contexto português e europeu no fim do século XV. É uma leitura muitíssimo prazerosa, que volta ao início da história da Escola de Sagres, da sociedade secreta dos Templários, da Ordem de Cristo, das guerras das nações cristãs contra as nações muçulmanas, o domínio da África, etc.
 
Eu acho muito louco pensar no que significou a chegada dos portugueses no Brasil. O que passou na cabeça deles, e dos índios também, nos minutos em que os lusos encontraram aqueles homens nus, que não falavam qualquer idioma conhecido, ou em que os índios viram chegar aquelas "montanhas flutuantes" (como se encontrou em escritos da época) cheia de homens "vestidos" e com costumes absolutamente estranhos.
 
É claro que, tenha a "descoberta" sido proposital ou não, ou quais quer que fossem os interesses portugueses na nova terra, nunca se imaginaria que se chegaria onde chegou. Mas mesmo assim é incrível pensar que num determinado dia o mundo simplesmente dobrou de tamanho (ainda que isso só fosse ser comprovado décadas depois).
 
Chega a ser difícil imaginar o mundo daquela época. Um mundo onde o Brasil, por exemplo, simplesmente não existia. Onde qualquer coisa que hoje é louvada por nós por ter 500 anos não havia sido construída (ou mesmo imaginada) pelo simples fato de que o homem civilizado não sabia que este grande continente estava aqui.
 
O segundo livro da trilogia chama-se "Náufragos, traficantes e degregados", e fala sobre os primeiros 30 anos de colonização. E é ele que eu vou começar a ler agora....

21.6.04

Fase "literária"...

Quando eu tava indo pro Praia de Belas hoje de tarde eu reparei que estou numa fase "literária" da vida... Não só pelo blog, mas também pelo romance que eu estou escrevendo.

Eu adoro escrever. Reportagens, "especiais", crônicas, contos e romances. Essa é a segunda vez que eu tento escrever uma história "longa", mas acho que está beeeeeem melhor que a primeira. Tipo, não sei se está boa, ou se está bem escrita, mas é a minha "estréia" no que se refere a preocupações quanto a estética do texto, descrições de lugares e personagens, enfim, a um "trabalhar" o texto.

Obs: Não prometo continuar contando sobre o livro no blog... Só comentei por que tinha a ver com o assunto. Quem quiser, espera até 2005, quando ele vai ficar pronto, ou até 2009, quando vai sair a versão cinematográfica (eheheheh...).