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17.2.07

Gigante pela própria natureza!



É inegável que eu estou passando por um grande momento da minha vida. No profissional, as coisas vão de vento em popa. Tenho um bom emprego e um bom ambiente de trabalho. Tenho desafios e conquistas. Tenho amigos e colegas de profissão. No familiar, as coisas vão bem. Há tempos já não levo a sério as brigas com pai, mãe e irmã. Temos diferenças, mas eu já sei me virar e se alguém não quer entender, vai acabar entendendo.

No pessoal também, tudo certo. Eu falei mais disso no texto anterior. Dos amigos que fiz aqui, e do amadurecimento que isto me trouxe. Na saúde, onde está o grande desafio do ano, o primeiro mês foi promissor. Alcancei todos os objetivos e sigo firme em busca dos próximos. Perdi cerca de 10 quilos desde o início do ano. É só o começo, mas é um belo começo...

Essa perda.. ou melhor, eliminação está sendo fundamental para, talvez, a parte mais importante de todo esse crescimento. O afetivo. Eu tenho nitidamente gostado mais de mim.. se as mudanças ainda não são visuais, eu me sinto bem melhor e mais disposto. Sei onde eu quero chegar e, finalmente, do que sou capaz.

Minha auto-estima continua instável. Às vezes sou o super-homem, às vezes sou o último dos moicanos. A minha auto-confiança, em compensação, vai bem, obrigado. Eu sei que as duas são muito parecidas, mas a diferença é importante. Uma é como você se vê em relação ao mundo.. e a outra é como você vê o mundo em relação a você.

Pois é. Pela bilionésima duzentos e quinze milhonésima quatrocentos e vinte e sete milésima centésima trigésima quinta vez (i.e. 1.215.427.135ª) eu me apaixonei por uma guria. Dessa vez, entretanto, me senti diferente. Eu não me sentia gostando "gratuitamente" de alguém, mas gostando de uma pessoa. De uma menina carinhosa, inteligente, bem humorada e com quem eu me dou muito bem. E mais... diferente de quase todas as outras vezes, me sentia capaz, me sentia "merecedor". Para muitos isso vai soar uma besteira, mas é isso mesmo....

Convivemos diariamente. Trabalhamos e não trabalhamos juntos no horário de trabalho. O detalhe que estraga o início feliz é que ela tem namorado. Isso não me dava medo, não me dava culpa, mas era, claro, algo a considerar.

Cheguei a pensar em desistir. Ou melhor, não desistir, mas esquecer. Eu sabia que não seria a última por quem eu me interessaria, e que estava em um momento da vida - no qual, aliás, ainda estou - em que ali na frente eu encontrarei alguém sozinho para quem poderei me dedicar. Mas aí... ah, mas aí... Aconteceram pequenas coisas sem muita importância mas que, na cabeça de quem gosta, são um perigo.

Eu não queria neurotizar. Fui à luta. Conversei com ela. Não deu, tudo bem... vamos em frente.

Isto foi ontem e eu já me sinto bem. Claro que fiquei triste, e claro que ainda me machuca quando eu penso que "não vai acontecer", mas para mim o mais importante foi ter tomado uma atitude. Acho que eu e ela seguiremos numa boa e, quem sabe, poderemos ser grandes amigos.

Mas eu estou bem. Estou muito feliz em ter aberto o jogo no início, e não ficado pensando em possibilidades enquanto o relógio dava suas intermináveis voltas. Acho, sinceramente, que foi uma grande evolução da minha parte.

E isso tem a ver com o desafio que eu estou enfrentando. Não sem duras batalhas, mas estou vencendo. Aliás, as batalhas que eu estou vencendo são apenas preparação para o "grande desafio", e essa preparação vai "apenas" ajudar a determinar a vitória ou não no final. Bem.. não é assim a vida?

Outro dia eu estava pensando... e cheguei a uma curiosa conclusão...

Eu fui uma criança magra. Na adolescência, naquele ano em que o menino ganha seus 20 centímetros finais, meu peso cresceu na mesma proporção... mas não parou... Eu me tornei gordo - naquela eterna luta contra a balança - e inseguro. Já falei disso várias vezes aqui, mas nunca tinha feito essa associação diretamente.

Aí, agora, para encarar o desafio, eu PRECISO emagrecer. É fundamental e indispensável. Ok, estou fazendo por onde... e os primeiros resultados ( - 10kg) são animadores... E é isso que está me dando auto-confiança, confiança de que eu sou capaz e de que eu posso! Sempre fui um bom amigo dos outros, mas acho que estou me tornando um bom amigo meu... Eu finalmente me amo!!

Aí está! Da forma como eu pensei, a minha absurda e imensurável insegurança está indo embora junto com o meu excesso de excesso de peso. Então, é como se.. daqui a anos, esta insegurança fique concentrada nestes... não sei... 15 anos em que eu fui gordo. Não estou aqui acreditando que serei um cara seguro por isso, e nem que serei maaaaagro. Estou falando de exageros e de baixa auto-estima.

Estou dizendo que estou vencendo meus maiores fantasmas e não estou criando outros. Que, como diz a música, finalmente paguei minhas "contas" comigo e tive minha sentença mesmo sem ter cometido crime nenhum!

Pois é. A vida segue em frente. Amigos casando, outros separando... vamos em frente...


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16.1.07

O ano do desafio



Foi um grande reveillón!! Revéillon.. réveillon.. Bom, sei lá como se escreve isso, sei que foi grande!!

Quando eu estava lá em Barra Velha, nos últimos minutos de 2006, eu tive meu momento contemplativo. Olhei para os amigos que estavam comigo... Uma, a minha primeira amiga em Joinville. O outro, ex-correspondente do AN no interior catarinense e grande companheiro de msn, amigo há poucos meses. A terceira, grande amiga e colega de Portal A Notícia desde abril. A quarta, paginadora/diagramadora do jornal, amiga e parceirona de festa. Ainda teve outra que eu conheci naquela noite, e de quem me tornei amigo nestes primeiros dias do novo ano.

Um grupo especialíssimo. Olhando para eles, eu via um ano inteiro morando sozinho, cheio de conquistas e de grande amadurecimento. Aquele grupo que entraria o novo ano comigo surgiu todo nos últimos 12 meses (ou um pouco mais), mas estavam todos ali, na minha nova vida. Demonstrando que eu era capaz de encarar o mundo, e me sair bem.

Eu nunca tive dúvidas disso, mas nunca também tinha feito. Agora eu olho para 2006 e vejo um ano de grandes mudanças, algumas fundamentais, mas que estão desaguando neste desafiador 2007.

Se o pessoal e o profissional se estabeleceram em 2006, 2007 será o ano do início do crescimento. Tenho um grande desafio para estes primeiros meses. Um desafio maior do que eu, mas que eu certamente vencerei. Não sem esforço, talvez não sem sofrimento, mas vencerei.

Certamente eu sairei desta experiência muito mais maduro do que estou entrando. Ela me trará mais reflexões do que eu habitualmente faço (e olha que eu faço reflexões "pracaralhamente").

Acho que a velocidade dessas mudanças que eu sinto e estou vivendo desde que vim morar sozinho tem a ver com isso. O Impressão Digital sempre foi um lugar onde eu deposito impressões, opiniões, pontos-de-vista, visões de mundo. Contudo, estou num momento em que parece que nada vai durar muito na minha cabeça.

Hoje eu releio alguns textos antigos daqui e me vejo. Alguns são atemporais, outros são jogos de palavras, boas críticas sociais e políticas.. mas uns poucos são datados. Falam de uma pessoa que eu não sou mais. Acho que isso é parte do amadurecer, mas é estranho.

Tenho tido muitas idéias para escrever, mas pouca iniciativa. Não farei promessas, mas pretendo, mais uma vez, escrever mais seguidamente. Talvez textos mais curtos, pequenos comentários... talvez..

Feliz 2007 a todos, e que todos nós possamos estar juntos celebrando as vitórias deste ano no próximo 31 de dezembro!!
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3.12.06

Tantas coisas...

É.. mais uma vez eu prometi escrever com assiduidade e não cumpri. Mais uma vez, por razão nenhuma...

Eu acho que esta época de incerteza profissional pela qual eu estou passando tem a ver com isto. Não, nada a ver com a minha opção profissional, mas com a empresa onde eu trabalho. Ela foi vendida para a RBS, e havia o medo de que o meu setor, a internet, fosse desmontado em função do clicRBS. Entretanto, e graças a Deus, não é o parece que vai acontecer.

Eu tenho gostado muito das mudanças que eu tenho notado em mim. Eu realmente tenho conseguido brecar impulsos de raiva, de birra e de revolta, muitas vezes, no momento em que acontecem. Já me peguei algumas vezes contrariando a opinião de alguém e, de repente, me perguntando.. mas eu discordo mesmo? Às vezes chegando à conclusão que sim, mas outras - que, neste caso, são as mais importantes - que não.

Esta (26/11/2006) foi a primeira noite no novo apartamento. Bem maior que o anterior, num bairro melhor, mais perto de tudo. Não que o meu apErtamento anterior não fosse bem localizado, mas este aqui fica mais perto do centro, e é numa zona mais... moderna, mais urbana. Além do que, o antigo cabe na sala deste aqui, que tem 2 quartos, e cozinha separada. Muito bom!!

Eu sigo com muito para escrever, e sem escrever por razão nenhuma. Acho que vem aí um catatau de textos... acho!!
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15.10.06

É Impressão minha ou ele voltou?!?!



Olha só quem voltou... sim, eu mesmo.. moí!

Pois é.. andei um bom tempo sumido aqui do blog, mais por falta de dedicação do que de vontade ou assunto. Quero e pretendo voltar a escrever mais seguidamente mas não farei promessas. Assuntos não faltam, a começar pela política, que é o assunto do momento, o acidente da Gol, que já está frio, e otras cocitas más...

Hoje, contudo, o assunto é matar a saudade. Dos textos, dos amigos e do Impressão Digital. Ele me acompanha já há três ou quatro anos.. passou por fazes de intensa atividade, e outras, como esta, da mais absoluta ausência. Neste meio tempo, muitos amigos criaram blogs e desistiram, outros que já tinham pararam e alguns heróicos continuam. Blog tem uma coisa legal de ser um espaço livre na web, mas se não for levado a sério, não anda. Durante um tempo eu precisava alimentar o ID sempre, se não me sentia mal. Depois fui deixando a inspiração chegar e, aí, acontecem esses hiatos no movimento por aqui.

Mas acabar com ele nunca foi a idéia. Talvez textos mais sucintos, talvez mais "capitulados". Não sei... o importante é que, mais uma vez, estou de volta!!

E vou aproveitar para comemorar!!


Sim! Na última terça-feira, 10 de outubro, completei 1 ano em Joinville. Um ano morando longe de casa, um ano pagando aluguel e, quase sempre, as contas.

Mas um ano de muito aprendizado. Me conheci e estou me conhecendo profundamente. Algumas coisas eu estou gostando bastante, mas outras, nem um pouco. Agora depende de mim melhorar, e é o que eu estou tentando fazer.

Saudade. Muita saudade dos amigos de Porto Alegre, dos lugares, das histórias, das viagens, das festas, da faculdade. Os encontro sempre que vou para lá mas, mesmo assim, reencontros são ótimos mas nem perto de conviver.

Também não posso esquecer dos amigos que fiz aqui. No próprio trabalho, de fora, de lá e de cá. É claro que, em relação às quase três décadas de Porto Alegre, são poucos, mas eu sei que eles sabem quem são.

Um ano. Quando eu paro para pensar que já moro sozinho há um ano... muito louco. Até uma semana antes de vir para cá, morar sozinho era um sonho distante e, na verdade e naquele momento, bastante improvável. Mas eis que a vida dá voltas, e aqui estou eu...

Por fim, é sempre bom lembrar que estamos em outubro!! Aêêêêêêêêê!! Eis que se aproxima o tão esperado dia 28 em que eu completarei 28 anos! E lá vem os 30, aí está... De um modo geral, estou bastante satisfeito com o que conquistei até aqui, em todos os campos, mas tenho a nítida impressão de que é agora que eu vou ter que mostrar serviço!!! Ser adulto é f...

É isso aí! Reapresentados, agora voltamos à nossa programação normal.. (assim espero!)
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31.7.06

Por que sou jornalista...



A vida tem seguido em frente... estou bastante ausente aqui no Impressão, mas estou bem. Duas matérias minhas foram publicadas no impresso nestas últimas semanas, e é sobre elas que eu quero falar.

A última, e mais recente, saiu no último sábado. Foi sobre o centenário de nascimento do poeta gaúcho Mário Quintana. O resultado foi muito legal e, só no final, eu pude ver o quanto ela valeu a pena. A sugestão da pauta foi minha. Quer dizer, em fevereiro, quando eu comecei a conversar com o editor do caderno de Cultura do AN eu disse pra ele que gostaria de fazer o centenário pois tinha uma história legal para contar. Minha idéia, minha pauta, minha pesquisa, meu texto (isso é levemente óbvio, ok) e, sim, minhas fotos! Ficou muito boa, e o reconhecimento também tem sido muito legal.

A anterior, que foi publicada no último dia 15 também foi legal, e tem uma história... curiosa.

No meio da semana após a Copa do Mundo eu estava fazendo o meu trabalho diário (do qual eu gosto muito, mas que não tem nada a ver com essas matérias) quando de repente eu ouço alguém na redação dizendo: "O Fábio, o Fábio, o Fábio!!"

Me virei para ver o que passava. Joinville é sede, no mês de julho, do Festival de Dança. O jornal tinha conseguido uma entrevista com o coreógrafo nova-iorquino David Parsons, dono da Companhia que leva o seu nome e que viria para a noite de gala do Festival. Problema: ninguém tinha inglês para fazer a entrevista, que seria por telefone. Aí pensaram em mim, e eu topei.

Fiz um "mídia training" (conversa sobre Dança e sobre a pauta) com uma colega que entende do assunto. Anotei as perguntas que eles gostariam de fazer, sugeri algumas e fui à luta.

Liguei. Tenho essa ligação gravada. No início, nítidamente nervoso, cometi alguns erros de inglês e de postura. Mas no final, deu tudo muito certo, e acabou sendo uma conversa agradável. O coreógrafo sugeriu que eu fosse assistir o espetáculo, e que fosse conhecê-lo no camarim. Disse que ia tentar conseguir as entradas, mas não dependia de mim.

Consegui a entrada, mas em um lugar comum. Não me parecia ter possibilidade de encontrá-lo. Mesmo assim eu fui, e valeu muito a pena. Eu nunca havia assistido um espetáculo de Dança, e achei muito bonito mesmo. Sendo Dança Contemporânea, foge um pouco das coreografias do balé e do jazz, mas não esquece delas.

Dois quadros merecem destaque. Um, onde apenas 2 focos de luz, intensos e curtos, que se cruzavam no meio do palco, iluminavam o que os atravessavam. O resto, penumbra. A dança? Toda feita com as mãos. Isso mesmo, apenas mãos! De uma simplicidade e criatividade absurdos!!

No outro, um dançarino dava pulos altos no ar, abrindo as pernas totalmente na horizonal quando atingia o alto. O detalhe é que não havia qualquer iluminação, se não um flash, que piscava a cada 3 segundos, mais ou menos. O efeito final é que o dançarino parecia estar voando, pois a cada vez que a luz acendia ele estava na mesma posição, mas um metro adiante. Fantástico!

Acabado o show, todos começaram a sair. Eu tinha combinado com uns amigos de encontrá-los na saída do teatro, mas notei que o camarim era acessível a partir da platéia. Resolvi arriscar. Falei com um dos organizadores, e descobri que ele tinha feito o contato entre o jornal e o coreógrafo. Feito! Ele me levou até o cara.

Quando entramos no camarim, a conversa foi mais ou menos assim:

Organização: "- Sr. Parsons, este é o jornalista que lhe entrevistou por telefone e..."

Parsons (já virado pra mim e estendendo a mão): - "Fábio! Como estão as coisas?"

É. O cara se lembrou de mim. É claro que ele não é exatamente o cara mais importante do mundo, mas para um jornalista iniciante foi muito legal. Ficamos conversando enquanto ele auxiliava a sua equipe a se preparar para ir embora.

Para mim, do telefonema ao encontro, foi uma experiência de vida muito legal. Afinal, sou jornalista para conhecer pessoas, culturas e aprender! Sobre o Quintana, também sou jornalista para saber mais, conhecer mais, ir fundo em aspectos novos sobre velhos assuntos, e para falar sobre o que eu gosto para as pessoas. Talvez aí até haja um certo idealismo, mas eu gosto muito de conversar, de comentar, de explicar. E, para isto, o jornalismo é um prato cheio.

Eu amo o jornalismo. Não tenho a pretensão de salvar o mundo, mas, sem demagogia, fazê-lo um lugar melhor sim. Sei que, no mundo de hoje, meu trabalho tem uma função "sócio-comercial", e não me revolto com isso. Me deixem fazer o meu trabalho, e está tudo certo. Eu sei que eu posso.

Sou jornalista por que ser jornalista, para mim, é ser... humano.
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17.6.06

Fala séééééério, seu Casseta...


Há tempos eu queria escrever sobre o Casseta & Planeta. A polêmica com os gaúchos, algum programa especial ou mesmo as imitações. Nunca me vinha nada de útil, que eu considerasse render um bom texto. Bem, hoje não tenho o melhor dos motivos, mas acho que não posso deixar de falar dos "Cassetas".

Eu os acompanho desde que começaram na Globo, na virada dos anos 90. Foram redatores do TV Pirata, eu sei, mas só os encontrei quando foram o "apoio" do "Dóris para maiores" que, por sinal, era um programa muito ruim, capitaneado pela inelembrável Dóris Giese. Depoi sim, veio o "Casseta e Planeta Urgente", mensal no início e semanal há alguns bons anos.

Programas clássicos: Viagens à Itália, e Pelotas/Antartida; Propaganda clássica: a cachaça Tabajara (brincadeira sobre os então famosíssimos "bichinhos parmalat").

Bussunda. Um dos melhores. Presidente Lula, Ronaldinho Dentucho, Maradona, Sérgio Chapelin, "Montanha", Marrentinho Carioca e o recorrente seringueiro: "Ah não, tu vai me dizer que veio aqui só para tirar onda por que eu tiro leite do pau?"

Há um tempo atrás.. alguns anos, eu acho, grande parte dos gaúchos se irritaram com as brincadeiras que o grupo fazia com eles (com a gente, no caso). Eu nunca me estressei. É claro que eu não gosto dessa brincadeira de gaúchos/veados, mas eu gosto do baiano preguiçoso, do português burro, do argentino egocêntrico.. então...

Talvez o Bussunda seja o mais carismático dos cassetas, e por isso esteja fazendo tanta falta. Não sei como vai ser daqui pra frente, mas os que estavam na Alemanha estão voltando para o Brasil, e terça feira o programa será especial, em homenagem ao colega.

É uma situação complicada, mas para decidir como vai ser daqui pra frente talvez eles pudessem aproveitar uma piada deles mesmo. Uma vez, num quadro falando dos Beatles, o "repórter" perguntou para os 3 fab-four então ainda vivos como eles faziam para dividir todo o dinheiro que estavam ganhando com a onda do "Anthology". A resposta, se não me engano dada pelo Bussunda McCartney: "É o seguinte seu Casseta. A gente joga o dinheiro pra cima.. o que o Lennon pegar fica pra ele, e o que sobrar a gente divide entre nós três".

Meu abraço e minha homenagem a um companheiro de incontáveis terças-feiras nos últimos 15 anos.

P.S.: Eu ainda vou comprar minha camiseta do Tabajara...
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2.6.06

Michelle, ma belle...

Amizade. Por mais que a gente saiba o que é isso, às vezes parece que a gente esquece.

Uma das coisas que eu sempre tive bem claras nesses meus primeiros meses aqui em Joinville é que eu estaria lidando com pessoas diferentes, e que por mais próximos que talvez parecêssemos, ainda levaria um tempo para que eu pudesse chamar alguém de amigo, como chamo vários lá em Porto Alegre.

Eu tenho uma amiga em Joinville. Bem, talvez eu tenha mais - e eu não pretendo ser injusto aqui -, mas eu posso dizer com toda a certeza que ao menos uma "joinvilense da gema" eu quero levar comigo, no coração, para sempre.

Michelle Castro, Mi, Bob Esponja, Sra. Dislexia... hehe.. Durante praticamente oito meses nos encontramos quase diariamente para trabalhar e fazer festa, sem cansar. É claro que discutimos algumas vezes, até brigamos (segundo ela, a ponto de parecer que nunca mais íamos nos falar). Nos últimos 40 dias enfrentamos, juntos, o maior desafio da nossa ainda curta carreira profissional, quando a nossa querida editora precisou se ausentar.

Mi. Eu mesmo me surpreendi com a forma como senti a tua falta nestes dias. Nossas conversas, nossas besteiras, nossos estresses, a michellite e a lunardite.. Ah... tão perto (no tempo e no espaço), e ao mesmo tempo tão longe...

Te adoro "alemoa". Obrigado pelos toques, pelos conselhos, pelas discordâncias, pelas caronas, pelas festas, pela festa de aniversário na "redação", pela caminhada até o Mueller, pelas trocas de horário quando eu precisei, pelas partidas de sinuca, pela força, pelas chamadas de atenção, pelos elogios, pelas demonstrações de carinho, pelo McDonald´s e, é claro, por ter sido a primeira pessoa que eu encontrei nessa minha nova cidade. A gente já comentou isso várias vezes, mas a verdade é que a vida acontece assim.. meio por acaso...

Tudo de bom neste teu novo desafio. Tenho certeza que vai dar tudo certo, e o mundo vai começar a conhecer a excelente jornalista com a qual eu tive o prazer de trabalhar diretamente nestes meses. Te amo demais, viu?

Ah.. antes que eu me esqueça.. não te preocupa que eles não vão te "desmascarar", viu? Não tem nada escondido aí.. :-D

Assinado:
Irish man
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10.4.06

É CAM-PE-ÃO!!


Saudações tricolores!! Que domingo, hein? O meu, ainda que tenha acabado numa noite de trabalho, foi fantástico!! Mesmo tendo sido o ano da segunda divisão (2005) o que eu mais vezes fui ao estádio apoiar o Grêmio em quase 3 décadas, não levava muita fé neste título gaúcho não. Torcia, é óbvio. Estamos na final, então pelo menos joguemos para ganhar. Mas não acreditava. O Inter vinha de 4 títulos gaúchos sem o Grêmio nem ao menos chegar na final, um vice-campeonato brasileiro e é líder do seu grupo na Libertadores.

O Grêmio? É, vencemos árduamente a segunda divisão no ano passado, mas mal havíamos nos recuperado da derrota, em casa, para o 15 de novembro, que acabou com a nossa história na Copa do Brasil deste ano.

Como tinha que trabalhar, e sabia que se fosse ver o jogo na rua isso (de ir trabalhar) não seria uma decisão fácil, preferi ficar no conforto da minha casa e da internet. Na TV, a final do catarinense, que acabaria sendo vencida pelo Figueirense.

Primeiro tempo, 0 a 0. Como não estava vendo nem ouvindo o jogo, não tinha noção de quem estava melhor, mas estava considerando o resultado bem razoável. Ainda que perdêssemos nos pênaltis - como ocorrera contra o 15, por sinal -, mesmo depois de duas partidas não teríamos perdido, em campo, para "eles". Segundo tempo. Eu até estava distraído na internet quando o "óbvio" aconteceu. Fernandão, 1 a 0 Inter. Tudo bem... vamos para o Brasileirão e ano que vem impediremos o hexa colorado.

Lá pelas tantas, apareceu "bolinha" na tela do jogo da TV, o que significava que tinha saído gol em algum dos outros jogos que estavam acontecendo naquele momento. Uma ponta de esperança surgiu até que o narrador anunciou. Grêmio, 1 a 1 em pleno Beira-Rio.

Comecei a ficar nervoso. A narração "online" que eu estava acompanhando estava atrasada e nada de aparecer o empate. O tempo foi passando, o placar no jogo catarinense foi ampliado e, quando eu ia ter uma síncope, apareceu o gol na tela do PC. Dei um berro incrédulo! Olhei, eram cerca de 30 minutos da etapa final.

Como estava com um atraso de alguns preciosos minutos na narração, tinha a impressão de que aquela agonia ia durar uma hora. Antes de o jogo que eu acompanhava chegar aos 45, o jogo lá terminava aos 48. Um a um. Grêmio, campeão gaúcho de 2006.

Inacreditável. Há quatro meses o Sport Club liderava o Campeonato Brasileiro e vinha de 4 títulos gaúchos sem encontrar o tricolor no caminho. Nós, por outro lado, batalhávamos árduamente contra Anapolina, São Raimundo e Santa Cruz pela volta à primeira divisão, depois de 2 anos "batalhando" para cair.

E agora? Dois troféus no olímpico, e nenhum no Beira-Rio. Pouco? Eu acho que o "quase-campeão brasileiro" e "quem-sabe-talvez-pode-ser-numa-dessas campeão da Libertadores 2006" é um adversário respeitavel. É bom ressaltar, entretanto, que o co-irmão manteve a escrita e seguiu fiel a São Caetano (protetor dos eternos vices).

Por que o Grêmio foi campeão? Por que - e isso eu tenho que admitir - o tão contestado - inclusive por mim - Mano Menezes foi inteligente, e o Internacional foi incompetente. Por fim, está na Bíblia. "Mano" matou Abel...

Com o Grêmio aonde eu estiver!! E parabéns a todos nós, gremistas!!
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26.3.06

Parabéns Porto Alegre!!

Hoje é 26 de março de 2006 e Porto Alegre completa 234 anos. Aqui coloco minha homenagem.

Esta carta foi escrita em 2001, na aula de português da faculdade. Entre as coisas que mudaram, é importante ressaltar que naquela época eu sempre passava as férias de inverno em São Paulo. O então senador Fogaça hoje é prefeito de Porto Alegre.

De resto, aviso aos catarinenses desavisados. O ufanismo deste texto é absurdo, propositadamente exagerado, pois é uma declaração de amor. Nada contra coisa nenhuma, apenas amor. É bem verdade que nada disso é mentira hoje, sigo amando Porto Alegre e, se não pretendo mais voltar para lá tão urgentemente, nunca deixarei de ser porto-alegrense de coração.

Eu amo Porto Alegre

"Estando aqui em São Paulo, as pessoas costumam dizer que sou mais um daqueles gaúchos bairristas. No início, eu argumentava. Tentando me explicar acabava me confundindo ainda mais. Depois de um tempo, passei a me pergunta: "Que culpa eu tenho de achar que não há lugar melhor para se viver do que o meu Rio Grande?"

Mais do que amar o Rio Grande do Sul, eu amo Porto Alegre. Cidade açoriana do século 18, palco de muitas guerras, berço onde nasci. Há cerca de 22 anos, a capital dos gaúchos me recebeu, me protegeu e, desde então, me viu crescer. Do hospital Fêmina, onde nasci, até a PUC, onde estou estudando, são mais de duas décadas de uma vida bem vivida.

Muitos percalços, muitos obstáculos, muitas decepções, muitas vitórias. Mais do que isso, muito amor por essa cidade que também acolheu Mário Quintana, que sabia cantá-la como ninguém.

O Parcão, a Redenção, o Marinha. O Olímpico, o Beira-Rio, o Tesourinha. A Osvaldo Aranha, a Nilo Peçanha, a Zona Sul. A Usina do Gasômetro, o seu lindo pôr-do-sol, o Laçador. Tantos lugares, tantas histórias, tanto a conhecer.

Seus músicos também lhe renderam homenagens. Kleiton e Kledir, na antológica "Deu pra Ti", o - hoje - senador Fogaça com "Porto Alegre é demais", e a melhorde todas, "Horizontes", cujo autor, infelizmente, é um ilustre desconhecido.

Até no que se refere às mulheres não há lugar melhor do que a minha cidade. Onde mais a miscigenação fez obras tão divinas? (No interior do Estado, talvez).

Ah, o rio. Como falar de Porto Alegre e não falar no Rio Guaíba? A melhor companhia para quem chega na cidade pela rodoviária, ou para quem gosta, como eu, de passar as tardes de domingo ao seu lado, numa das praias da Zona Sul.

Sinto agora no meu peito a falta que me faz a terra de Simões Lopes Neto. Quero voltar para os churrascos de final de semana, o chimarrão no fim de tarde, e os amigos de todos os dias.

Calma minha amada, também estou com saudades, logo voltarei."
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22.3.06

É lá que eu vivo em paz!



Em novembro de 2004 - eu escrevi um texto falando que amava Porto Alegre, mas que sentia que era hora de partir, de experimentar novos ares, de ganhar o mundo!

A idéia, naquela época, era ir para a Europa. Estava desempregado há meses e pretendia aproveitar a minha cidadania italiana para batalhar por lá. O tempo passou, eu fui deixando pra depois, criando novos projetos, alternativas, até que em outubro passado eu vim pra Joinville, bem como eu tinha pensado alguns meses antes, mas "puxado", e não exatamente por iniciativa própria como sugeri.

Desde então - e lá se vão quase 6 meses - eu voltei apenas 2 vezes a Porto Alegre. Uma no Natal, como seria de praxe, e outra no último final de semana. Foram duas viagens incríveis!

Na primeira, o tesão era por ser o reencontro depois da brusca mudança. Muitos assuntos, muitas novidades, muitos encontros. Na segunda vez, o que movia os encontros, além da saudade e das novidades, era manter o contato, seguir acompanhando aqueles que me são tão caros.

Apesar de ter sido apenas por 3 dias, e bastante cansativo na maior parte do tempo, a injeção de energia que eu recebi nesta viagem não tem preço. Colegas de faculdade, amigos de sempre, família, lugares... É como se a minha vida passasse de novo na minha cabeça. É como se eu estivesse voltando para ver "como estão as coisas" depois que eu "segui em frente".

Palavras, declarações de amizade, gestos, ouvidos, conselhos, camaradagens. Várias pequenas coisas que me dão a certeza de que tudo valerá a pena, de que, assim como eu, meus amigos também entendem que a presença física, indiscutivelmente importante e desejada, não é condição indispensável para que continuemos amigos.

Meu futuro está onde a vida me levar, até mesmo Porto Alegre. Meu passado, minha história, meus amigos de infância e os primeiros quase 30 anos da minha vida estarão para sempre na capital dos gaúchos. Posso estar em qualquer lugar, mas nunca vou deixar de ser porto-alegrense.

Quero agradecer aos que dedicaram um pouco do seu tempo, nestes dias, a mim. O churrasco, a Lima e Silva, o almoço na PUC, a volta até o Senac, a "voltinha" até o Fórum, o papo em casa e a visita ao apartamento!!

Ah, o apartamento. Tive uma sensação incrível quando visitei o apartamento onde um casal de grandes amigos vai morar depois de casar. O casamento deles, aliás, será minha próxima visita ao sul, em maio (o padrinho não pode faltar!!). Pois é, estar ali onde um cara que está comigo desde a adolescência vai morar, casar e, por que não, constituir família, é muito... emocionante. Fazer parte de um momento como este para amigos como estes é, sem dúvida, importante para mim também.

E a minha cidade está de aniversário esta semana! Parabéns a ela, e a todos os meus amigos porto-alegrenses! Prestarei também a minha homenagem no dia 26.

Por ora, transcrevo a letra de uma das "músicas-símbolo" da cidade:

Porto Alegre é demais

Porto Alegre é que tem
Um jeito legal
É lá que as gurias
etc. e tal

Nas manhãs de domingo
esperando o Gre-Nal
Passear pelo Brique
num alto astral

Porto Alegre me faz
tão sentimental
Porto Alegre me dói
não diga a ninguém
Porto Alegre me tem
não leve a mal
A saudade é demais
é lá que eu vivo em paz

Quem me dera eu pudesse
ligar o rádio e ouvir
Uma nova canção
do Kleiton e Kledir

Andar pelos bares
nas noites de abril
Roubar de repente
um beijo infantil

Porto Alegre me faz
tão sentimental
Porto Aegre me dói
não diga a ninguém
Porto Alegre me tem
não leve a mal
A saudade é demais
é lá que eu vivo em paz

Porto Alegre me dói
não diga a ninguém
Porto Alegre me tem
não leve a mal
A saudade é demais
é lá que eu vivo em paz

Porto Alegre é demais...!
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13.2.06

Ora por que.. Por quê? Bem, é que... você sabe, né? Ah, sei lá...



Por que não fazer isso hoje? Porque posso fazer amanhã. Porque, afinal, não é tão indispensável assim. Porque talvez exista outra forma de fazer que eu ainda não descobri e ela logo vai aparecer e eu vou economizar trabalho. Porque pode não dar certo. Porque pode demorar. Porque tá chovendo. Porque tá quente. Porque eu estou cansado. Por que eu não estou afim.

Tá, mas por que mesmo não fazer isso hoje?

Desculpas. Ou melhor, justificativas. Eu costumo dizer que a informática me deu o "dom" do raciocínio lógico, incomum entre pessoas da minha espécie e no povo em geral. Tudo tem causa e efeito. O que se faz é sempre resposta a algum problema/necessidade e tem, invariavelmente, algum efeito. Isto é o que faz o mundo estar em constante mutação.. ontem o mundo estava diferente de hoje em bilhares de pequenos detalhes, que estarão diferentes amanhã também.

Deixando a filosofia um pouco de lado, "raciocínio lógico" tá longe de ser um dom. Isto nada mais é do que a forma que eu encontrei para explicar meu sedentarismo em "alguns" aspecto(s) da vida. Me pergunte qualquer coisa e eu te direi o porquê. E esta justificativa tem fundamento? Bem, depende.. certamente vai responder a pergunta que me fiz(este), mas não necessariamente vai ser a "chave" que estás procurando.
Justificativa. Sabe quando uma criança bate na outra porque esta outra bateu nela? É isso! Aliás, bem pensado.. crianças justificam tudo.

Ontem eu falei com "ela". Foi muito bom, como sempre, e inútil, como nunca. Quando eu saí de lá, pensei em "Por que não?" - que, aliás, foi a frase final do texto anterior. E a resposta? Nenhuma resposta... Tudo o que me vinha à cabeça vinha com o selo de qualidade "Justificativa". No fim eu me vi sem razões para não seguir adiante. Ao mesmo tempo, me vi sentado como se "nada tivesse acontecendo".

Me senti diferente. Simplesmente por que os vários pensamentos que sempre me vem à cabeça nestes momentos, justificando o porque de eu não poder, não ser capaz - ou simplesmente "não" - não apareceram. Foi como se uma estrada tivesse se aberto a minha frente bastando eu dar o primeiro passo. Se vai dar certo? Não sei, mas o que importou é que a estrada apareceu limpinha como nunca... E por que eu não começo a caminhar?

Ah pois é... digamos que esta é a minha situação "meio-grávida". Pensando agora, parece que eu fico procurando razões para não ir. Aliás, razões não, justificativas. Inúteis e "lógicas" justificativas - que, aliás, eu não estou encontrando....

Parece que eu estou fazendo um curso... sou craque na parte teórica, e uma naba na prática. "É que eu estou começando"...

Ok, ok.. já entendi... outra justificativa!
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9.2.06

Roleta russa

A gente tem a cínica e arrogante mania de viver como se fosse durar para sempre. É claro que isto é, na verdade, um grande paradoxo pois todos temos uma única certeza: vamos morrer. Ainda assim, e talvez para fingir que não, vivemos nossa vidinha tranquilamente, e fazemos planos para daqui 5, 10 anos, como se fosse só uma questão de tempo.

Na teoria é. Basta que o ponteiro maior do nosso relógio dê umas 60 mil voltas e teremos vivido mais quase uma década. Nossos planos estarão 10 anos a frente, porque certamente estaremos vivos até lá, não é?

Uma frase famosa, de certo humor negro, diz: "Viva cada dia como se fosse o último, pois um dia você acerta". E é isso mesmo que acontece. A gente fica pensando em morrer de velho, ou esquece que vai morrer, quando na verdade a gente "perde" oportunidades de morrer praticamente a cada segundo..

Não, não estou querendo dar lição de moral nem dizer "arrependei-vos que o apocalipse chegou". O meu raciocínio é mais generalista. Acredito que todos lêem jornais, assistem telejornais e conversam com outras pessoas. Pois é, todos os dias acontecem desgraças. Gente morrendo atropelada, bala perdida, discussão em casa, mãe "perdendo" bebês por aí. Todos os dias centenas de vidas são modificadas para sempre, traumaticamente. Eu sempre penso nas pessoas envolvidas nesses "casos de polícia" mundo afora. Muitas delas, se não morrem literalmente, perdem grande parte da vida por um milissegundo em que se fez ou se estava no lugar errado.

A gente age como se essas coisas fossem como prêmios da loteria. A gente nunca ganhou, então não é para nós. São fatos que só ocorrem lá, longe da vida real. Não meus amigos, lá também é a vida real.

Eu pensei na analogia da roleta russa pois é como se estivéssmos sempre brincando disso. Para quem não sabe, o "jogo" consiste em colocar apenas bala no tambor de um revólver, fechar e girar o tambor, e depois atirar contra a própria cabeça. Se sobreviver, gira o tambor e passa para o próximo.

O que ocorre é que, no mundo "real", a última bala é sempre recolocada. E nem sempre a vida avisa que está brincando...

Na verdade, toda essa conversa é para ser uma mensagem positiva. É para nós, que temos a sorte de não estar nas páginas policiais, valorizarmos mais os pequenos momentos, o simples fato de estarmos vivos.

Uma vez eu vi um filme chamado "Premonição" (o primeiro). Lá pelas tantas, o protagonista tá no meio do nada, sendo que o carro dele tinha parado em cima dos trilhos e levado por um trem, e o amigo dele estava de pé, ao seu lado, sem a cabeça. Eu lembro que naquele momento eu pensei: "E eu que achava que tinha problema". Tipo, 5 segundos e a vida do cara "acabou". Seis segundos antes e nada tinha acontecido nem "tinha como acontecer".

Viva a vida! Viva a sorte de eu ter amigos, família, profissão, trabalho, casa e saúde!

E viva também eu ter livre arbítrio, para poder filosofar de vez em quando...
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1.2.06

Quem você conhece?

O Orkut. O tão famoso, questionado, defendido, criticado, menosprezado, supervalorizado mas, no fim das contas, tão utilizado (em especial por nós, brasileiros) Orkut.

Seria ele bom ou ruim? Passatempo ou perda de tempo? Diversão ou perigo? Vida em sociedade ou invasão de privacidade?

Para mim, nem isso, nem aquilo.

Quando o Orkut surgiu, na virada de 2003 para 2004, parecia ser apenas mais um modismo. Todos entrando, se inscrevendo, se encontrando. Depois passou a "febre", e começou a fase dos reencontros "reais". Turmas de colégio, amigos distantes, familiares. Muita gente, por acaso ou não, reencontrou pessoas que não via há muito tempo (e algumas que nem queria ver).

Eu considero que agora o Orkut já se tornou algo comum, como o MSN, por exemplo. Quem tem, tem e se comunica, mas quem não tem não perde nada de "indispensável" como a "febre" fazia pensar.

No que diz respeito a tecnologia, o Orkut é incrível. Até a maleabilidade de ele poder ser muito importante ou completamente inútil faz dele algo, no mínimo, muito interessante.

Eu estou lá há quase 2 anos - entrei em meados de 2004. Já contei os amigos que tinha, depois os fãs, depois os recados. Por algum tempo, admito, me sentia valorizado por que tinha encontrado a tia do vizinho da cunhada da mulher do cara da padaria que um dia tinha pegado um ônibus comigo na volta do colégio pra casa.

Minha irmã saiu do Orkut por que ele estava lhe causando problemas. Na verdade, não era o Orkut que causava os problemas. Digamos que os problemas que ela teve seriam - e foram - causados por uma pessoa que - então estava se descobrindo - não fazia bem a ninguém nem "ao vivo". Entretanto, eu acho que o Orkut em si não é nem bom nem ruim. Bom ou mau é o "uso" que tu faz dele. Aliás, dele e de quase todas as coisas/amizades/relações que existem na vida.

Eu estava há tempos para escrever sobre isto, mas me faltava o porquê. Até que outro dia eu estava pensando, e descobri que o Orkut já me trouxe muitas coisas legais neste tempo...

No início, os amigos de pouco tempo que se perderam, como eu costumo dizer, por razão nenhuma. Depois, e por causa desses reencontros, fui "localizado" por colegas de colégio, de quase 15 anos atrás. Tivemos vários reencontros e, posso dizer, algumas velhas amizades voltaram, uma em especial. Outra amizade nasceu deste reencontro e, indiretamente, do Orkut.

Em 2005, com a situação de desemprego, procurei comunidades sobre jornalismo. Fiz bons contatos, quase fui para Maceió, e cheguei a conseguir uns freelas via Orkut...

As grandes mudanças, entretanto, vieram no fim do ano. Numa dessas comunidades sobre jornalistas eu descobri o blog de um colega de São Paulo (se não me engano) que, em algum momento de setembro, publicou um anúncio do Jornal A Notícia pedindo jornalista com experiência em web. Respondi ao anúncio e eis que aqui estou eu!

Não satisfeito, quando a vida me jogou em Joinville meu amigo Orkut (afinal, é o nome do criador) apareceu de novo. Como eu não era o único "novato" na cidade, uma colega já tinha entrado em algumas comunidades joinvilenses para se "ambientar". Obviamente, segui o caminho, e encontrei mais alguns amigos. Poucos talvez, mas importantíssimos, quase fundamentais, nestes meus primeiros meses...

Eu sei que o Orkut não seria a única forma possível de isto tudo acontecer, mas foi através dele que aconteceu. Que eu saiba o Orkut nunca me causou nenhum mal, e aí estão alguns dos "bons" que ele me proporcionou.

Existem os mais variados tipos de história sobre o Orkut. Não estou querendo dizer "o Orkut é imperdível, é indispensável, é maravilhoso". Apenas, digamos, dando o meu depoimento. Como eu disse: o Orkut não é bom ou ruim, mas a forma como o utilizamos pode ser.
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16.1.06

Estou de volta!!


Sim! Depois de algumas semanas sem escrever aqui, estou voltando. 2006 começou bem diferente de 2005, e espero que termine igualmente diferente (para melhor também).

Andei sem escrever por várias razões. A mais clássica, e real, é que tempo e inspiração não têm andado juntas. Quando eu tenho um assunto, por alguma razão não tinha tempo. E, quando tinha tempo, não tinha assunto...

Bem, assunto na verdade eu não tenho. Mas tenho um tempinho, e vontade de voltar a escrever, então...

Para quem não sabe, o Portal AN está no ar em www.an.com.br. Está sendo muito gratificante ver o nosso (meu e da equipe) trabalho começando a dar frutos. Todos sabemos que temos muito o que evoluir, mas estamos confiantes de que tudo vai dar certo. Visitem! Comentem! Reclamem! Mas tudo em off, por favor, ehehe..

Vamos nessa! Quero voltar a escrever entre 2 e 3 vezes por semana aqui no Impressão Digital. Assunto não falta, o ano começou movimentado e com boas novidades. Agora que trabalho com jornalismo "online", talvez passe a comentar notícias aqui também, quando achar que elas merecem isto.

Quem quiser sugerir assunto pode sugerir também! Pode ser coisas pessoais, um filme, uma música, um sentimento, uma frase... qualquer coisa! Claro que não vou escrever sobre tudo imediatamente, mas sugestões são sempre bem vindas.


Ah sim.. sobre o "passo".. sim, fiz o esforço e dei o passo. Se deu resultado? Deu.. abriu um caminho como aquele da foto ali em cima. Muito bonito, mas que precisa ser trilhado... e eu já comecei...

Hoje na história: No dia 16 de janeiro de 2006, Fábio Daniel Lunardi Jacques publicou sua primeira matéria em veículo diário impresso como jornalista profissional:

Ler a matéria - Ver como ficou impressa

Feliz 2006 para todos!!
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26.12.05

Preciso dar mais um passo!


E aqui estou eu novamente. Ali está o portal, que pode me levar de volta para a realidade. Atrás de mim, um lugar desafiador e perigoso, mas que pelo menos eu conheço bem.

Se eu atravessar - e eu preciso fazer isso antes que ele feche novamente -, só Deus sabe o que eu vou encontrar. Não acho que seja muito diferente do que existe do lado de cá, talvez um pouco mais simples. Meus amigos? Estes eu sei que estarão comigo onde quer que eu decida ficar. Alguns já estão do outro lado deste portal me chamando. Outros, ao meu lado, esperando eu me decidir.

O ponto é que eu vou ter que atravessar esta passagem. Se não for agora, vai ser daqui há um tempo, mas o certo é que este enfrentamento é inevitável. Eu posso até me distrair, mas não posso evita-lo para sempre.

Não me sinto tão pesado quanto talvez esteja parecendo. Apenas que estou numa encruzilhada. Preciso atravessar.. preciso conseguir... e só uma pessoa estou e, de qualquer forma, poderia me impedir.

O caso é que o que me prende neste mundo paralelo está aí, na minha frente. E por mais que eu insista em acreditar no contrário, eu posso perfeitamente tirar esta âncora do chão e me lançar ao mar.

Resta fazer...
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20.12.05

Deu pra ti! (ou: 10 anos!)

Esta semana está sendo muito especial. Além do óbvio, que é o Natal que está se aproximando, eu tenho pelo menos mais duas razões para pensar assim.




A primeira é que, por causa do Natal, amanhã eu estou voltando para Porto Alegre. "Deu pra ti, baixo astral, vou pra Porto Alegre, tchau!".

Vai ser rápido, apenas 3 dias, e não vai dar para matar a saudade de tudo. Talvez até piore algumas saudades, de pessoas que eu gostaria de encontrar mas não vou poder ou não vou conseguir.

De qualquer forma, só estar lá, ver a cidade, a gente, os costumes, já vai ter valido a pena. É claro que quanto mais gente eu encontrar melhor. Quero muito encontrar todo mundo, mas sei que não vai ser possível. Eu sou apenas um, o tempo é curto e a cidade é grande. Vou tentar aproveitar ao máximo e conto com os meus amigos de lá para me facilitar as coisas..

Mas também vai ser estranho. Apesar de ainda me sentir - orgulhosamente - porto-alegrense, sei que meu ponto de referência, pouco a pouco, está deixando o Rio Grande para vir para Santa Catarina. Foi uma escolha que fiz, da qual não me arrependo, mas que, como todas as escolhas, tem seus prós e seus contras. Ir a Porto Alegre como "turista" (apesar de não ser exatamente o caso) vai ser mesmo... curioso.

Lá se vão quase 3 meses desta mudança. Nunca, em toda a minha vida, eu passei tanto tempo longe de Porto Alegre, salvo em férias de verão. Mesmo assim, aliás, acho que três meses completos, nunca...

E a segunda razão pela qual esta semana é especial tem a ver exatamente com "toda a minha vida". Bem, talvez não toda ela, mas os últimos 10 anos. Hoje, 20 de dezembro de 2005, completa-se 1 década que eu me formei no segundo grau.

Uma década! Dez anos.. dez aniversários, dez natais, dez reveillóns. Para se ter uma idéia de quanto tempo é isto, basta eu dizer que sou de uma época em que não existia internet. Meu primeiro contato com a rede foi em 1996, já na faculdade. No meu tempo os trabalhos de colégio eram feitos a mão, e a discussão dos professores, já no fim da minha vida escolar, era se o trabalho poderia ou não ser entregue impresso (alguns não aceitavam pois poderia se imprimir em qualquer lugar, sem ter garantias da autoria do trabalho).

Depois veio a Ulbra - hoje lembrada como "bons tempos" -, a retomada do curso inicial, o novo cursinho, a PUC, os estágios, os empregos e, mais recentemente, a grande virada. Apesar de, na verdade, ser um dia qualquer, parece que hoje se encerra um ciclo. É como se agora a contagem começasse a perder o sentido.. o que pode ser pior do que 10 anos?

Por uma dessas coincidências da vida, 2 primais minhas, que até "outro dia" eram crianças, estão se formando no segundo grau exatamente hoje. Se eu ainda precisava de alguma para me sentir velho...

Bom, é isso! Feliz Natal a todos, e Porto Alegre me aguarde! Que venham os próximos 10 anos!
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16.12.05

Sobre a gravidade da situação...

Administrar uma vida é algo muito difícil. Muito mais complicado do que parece. Os dias parecem curtos, o tempo voa mas, se tu não acompanhar, daqui a pouco terás contas atrasadas, tarefas acumuladas, e o tempo disponível vai ficar cada vez menor... até o momento em que tu vive para trabalhar e cuidar de "afazeres"...

No meio dessa correria, que tem sido um grande aprendizado, a gente precisa guardar tempo para continuar acompanhando os giros do mundo. Se manter informado, preservar contato com as pessoas, a casa arrumada, o saldo bancário...

Quando vim para Santa Catarina eu pensei: "Vai ser um grande desafio, mas é exatamente o tipo que eu estava esperando há algum tempo". Realmente. Em vários aspectos, esta mudança tem o tamanho "certo".

Outro dia, contudo, eu estava pensando nestes meus dois primeiros meses. Hoje eu conheço um número razoável de pessoas, tenho alguns amigos e tal. E foi só aí eu me toquei do fato de que, quando cheguei, eu não conhecia ninguém. Ninguém! Zero! Nada! Tipo, será que se eu tivesse levado isto em conta eu teria agido da mesma forma, ou pelo menos, com a mesma "prontidão"?

É claro que, agora, isto é discutir o sexo dos anjos. Não faz diferença, já passou e, neste caso, deu tudo certo. Mas por que não pode funcionar sempre assim, tipo, arrisca e depois pensa? Em determinadas situações, é claro, refletir antes é sempre melhor. Em outras, entretanto... por que eu não consigo agir antes de pensar... tanto... ? Por que não deixar acontecer.. ou não acontecer, talvez...

A gente tem a chance, dia-a-dia, de levar a vida para onde quisermos. Nós definimos, a todo o momento, para que lado fica o norte da nossa bússola.

Entretanto, em momentos inespecíficos, o campo gravitacional muda, e nos tira da rota. Não podemos esquecer do Norte, pois o mundo continua girando, os dias passando e as contas chegando. Apenas que, nestes momentos, temos mais uma coisa para "considerar"...

Eu sei onde é o meu norte, e acredito que esteja, dia a dia, caminhando firme em direção a ele. O que eu preciso agora é manter o campo magnético equilibrado, sem necessariamente evitar 100% dos desvios de rota.

É uma tarefa árdua, difícil, mas possível...
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13.12.05

O importante é saber aonde se quer chegar!


Morar sozinho tem dessas. Depois de um show muito legal em homenagem ao John Lennon na quinta-feira, o final de semana começou a se aproximar. Talvez não se saiba o que, mas sabe-se que alguma coisa vai rolar, hehehe...

E neste último final de semana não foi diferente. Quer dizer, foi, não sendo, entendem? Explico. Na sexta-feira pintou um show do Wander Wildner - artista do punk rock gaúcho - em Blumenau. Uma menina muito gente boa aqui do jornal me convidou, e eu topei. A gente tentou agitar outras pessoas, mas esse pessoal daqui é meio fraco, hehehe (com exceção da própria, é claro).

Eu trabalhava até às 9, e a gente combinou de sair daqui depois disso. Pegamos a estrada (BR-101) perto das 10 da noite e fomos rumo ao desconhecido. Na verdade, Blumenau ambos conhecíamos, mas como se chegava lá era, digamos, um mistério... E aí começou a aventura.

Estávamos descendo a BR-101 em direção ao sul. Teríamos duas opções: ou o trevo de Jaraguá do Sul, para depois dobrar no trevo de Guaramirim, ou o trevo de Itajaí, cerca de 50 quilômetros mais pra baixo. Quando eu fui para a Oktober, dois meses atrás, eu fui por Jaraguá, mas eu estava de carona, não fiquei prestando atenção no caminho. Sabia, verbalmente, onde se dobrava, mas não saberia reconhecer o lugar... por isso, decidimos ir por Itajaí.

Saímos da BR no lugar certo. Esta parte eu conhecia pois sempre que vinha do sul para Blumenau, era por ali que eu chegava. Depois de alguns quilômetros de estrada, chegamos à cidade. Próximo passo? Procurar informações sobre o local do show. Paramos o carro e...

"- Por favor, pode me dizer onde fica o bairro Victor Konder?

ao que o transeunte timidamente respondeu...

- Em Blumenau...

atônitos, eu e a menina nos olhamos como quem diz: "Mas que é em Blumenau eu sei!", e olhamos para o nosso informante, que completou:

- ... e aqui é Gaspar!!!"

Ótimo, fomos meio apressados. Gaspar é um município vizinho a Blumenau, que fica um pouco antes, na estrada. Voltamos para a rodovia, e tocamos em frente...

Mais algumas dezenas de quilômetros e, finalmente, reconheci Plúmenãu! Muito bem, palmas para nós... agora, onde fica o bairro Victor Konder, Deus do céu?

Pedimos informação perto do centro, e nos disseram que era o bairro da Furb. A Furb! Pronto, tínhamos um referencial. A Furb, para quem não sabe, é a faculdade de Blumenau. Então tá, vamos para lá! Não tão rápido... obviamente, erramos o caminho. Achamos a faculdade, mas passamos longe de qualquer coisa que se parecesse com o lugar. Pedimos informação novamente e, finalmente, encontramos!!

Naga Laut, era o nome. Bem legal, e o show também foi ótimo. Comemoramos o fato de termos conseguido encontrar. Estranho pensar que eu viajei quase 100km, morando em Joinville, para ver alguém que é de Porto Alegre.

Três horas depois, de volta para a estrada. Primeiro, sair de Blumenau. Foi mais fácil que entrar, pelo menos. Mais uma vez a dupla de turistas pediu informação, mas desta vez o "nativo" foi mais claro que os anteriores. Encontramos o caminho facilmente, mas ainda faltava a última "prova".

Pois é.. ao invés de pegar a BR rumo ao litoral, pegamos para o Oeste. Cerca de um ou dois quilômetros depois avistamos uma placa "Rio do Sul - X km". Hmmm... Rio do Sul? Meia volta, volver....

Apesar das confusões, chegamos em casa vivos, inteiros e bem. Para mim, a noite foi muito especial pois, além de tudo, me diverti bastante, mesmo frente ao "inusitado".

Ah sim, o Wander Wildner... quase que eu esqueço, hehe. Foi show. O som dele é muito bom, e as letras são muito legais. Algumas eu não conhecia, mas tudo valeu muito a pena.

Pois bem. A vida continua, hoje é terça-feira, e o próximo é o último final de semana antes do Natal. Hmmm... o que será que nós vamos aprontar?
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9.12.05

Start spreading the news...


She´s leaving today
I want to be a part of it
New York, New York



É, ela foi. Depois de praticamente um ano de esperas, indefinições, exames, re-exames, visto disso, visto daquilo, aulas de inglês, acampamentos, visita ao irmão que mora longe e outras coisas menos importantes, ela foi.

A esta hora ela está voando... em direção a Nova York. Ruim, né? Pior é saber que é de graça. Pior ainda, que é para trabalhar em um navio de cruzeiros caribenhos. Insuportável é lembrar que é uma experiência de vida incrível, e 100% dentro do que ela escolheu para a vida dela, como turismóloga.

A gente nem sempre se dá bem. Às vezes rolam brigas de irmãos, sabem como é. Dois gênios difíceis.. bom, um gênio difícil e uma pessoa de nível intelectual médio difícil, hehehe...

Para quem ainda não entendeu, ou não sabe, estou falando da minha irmã, que foi trabalhar no exterior pelos próximos 6 meses. Agora, ainda que temporariamente, estamos os dois "ganhando o mundo" simultâneamente pela primeira vez. Ela com certeza ainda volta para casa, eu, talvez não... Ou será que vai ser o contrário?

Eu estou longe dela há 2 meses, mas mesmo assim eu sinto ela se afastando neste momento. É estranho, pois agora mesmo, por exemplo, ela pode estar mais próxima do que antes, sobrevoando esta região onde estou, no norte catarinense. De qualquer forma, é estranho que o saber de um distanciamento geográfico possa ser sentido tanto assim. Afinal, a gente já não se encontrava há tempos, como eu comentei. Exceto, é claro, pelo final de semana que ela passou aqui, no mês passado.

É isso. Este é só um registro deste momento, e uma forma de desejar tudo de bom a ela nesta viagem, que ela merece. Beijão, Bru!!

Tradução: Comece a espalhar a novidade / Ela está indo embora hoje / Eu quero fazer parte disso / New York, New York

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28.11.05

Nada pode ser maior



Foi um título da segunda divisão? Foi.

O Grêmio poderia ter feito menos que isto? Até poderia, mas se fizesse mais do que um pouco menos seria, no mínimo, vergonhoso.

O adversário era difícil, um time de tradição e qualidade? Não.

Nada disso importa. O que realmente conta é que o Grêmio consegue transformar as conquistas que pareciam ser mais simples em verdadeiras epopéias, que emocionam o seu torcedor e mantém viva a mística tricolor.

Um empate. Bastava um empate para que o Grêmio atingisse o grande objetivo do ano, o retorno à primeira divisão do futebol brasileiro, sem depender de outros resultados.

Apesar de ser um jogo tecnicamente fraco, era fora de casa, e o empate em 0 a 0 seria suficiente. Tudo ia bem até o pênalti inexistente marcado pelo árbitro. Compensação por outro existente e não marcado? Engano? Mau-caratismo? Não fazia diferença. O indiscutível era que O gol do Náutico seria mortal, pois, combinado com a vitória parcial do Santa Cruz contra a Portuguesa (em partida que ocorria simultâneamente), a derrota tricolor manteria a equipe no inferno da segunda divisão em 2006.

Os jogadores foram para cima do árbitro. Três expulsos do lado gremista, que já estava com um a menos. O Náutico tinha tudo para abrir o placar na cobrança da penalidade e, com 4 jogadores a mais, garantir a vitória nos 10 minutos restantes.

Tinha tudo, menos... sei lá.. menos ser o Grêmio. O jogo voltou após 20 minutos de paralização e, se não bastasse o goleiro Galatto defender o pênalti, poucos minutos depois o garoto Ânderson, em jogada individual, marcou o gol da vitória, da classificação e do título gremista.

Perdoem-me se estou sendo mais emotivo do que racional, mas este momento é para isto. Mesmo que não seja a mesma coisa que vencer a Série A, é um título nacional, é o retorno ao convívio dos grandes, e foi uma vitória espetacular.

Ano passado, quando o Grêmio perdeu as chances de escapar do rebaixamento, eu escrevi um texto apoiando. E segui apoiando. Este, aliás, talvez tenha sido o ano que eu fui mais vezes ao Olímpico. Proporcionalmente, não tenho dúvidas..

Mesmo na segunda divisão, eu tenho orgulho de ser tricolor! Dá-lhe Grêmio! E que venha 2006!!
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