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12.5.05

O que são 60 anos?



Respondendo direto, são 720 meses. Ou 21915 dias, 525960 horas ou 31557600 minutos. São cerca de 4 gerações, se contarmos questões sócio-comportamentais. Contudo, se levarmos em conta outros pontos de vista, 60 anos pode parecer passar instantâneamente...

O fim da Segunda-Guerra Mundial é um bom exemplo disso. Para os poucos ainda presentes que viveram o seu terror, é como se o tempo nunca passasse. Assim como para cidades, regiões e culturas que estão para sempre marcadas por estes fatos acontecidos "há tanto tempo"...

O mesmo vale para a História. Para este relógio incessante que começa Deus-sabe-onde e termina nem Deus sabe quando, 60 anos são poucos minutos. As raízes "diretas" da Segunda-Guerra, por exemplo, remontam a um tempo anterior de mais de 60 anos.

Quando se estuda a fundo essas raízes, entende-se que um confronto mundial seria, de certa forma, inevitável. É claro que não era necessário que ele chegasse às proporções que atingiu, mas o mundo passava por uma fase de transição de sua estrutura política nunca antes ocorrida tão rapidamente. Era o fim dos imperialismo e de suas monarquias absolutistas, e o início dos Estados Nacionais. Itália e Alemanha, os últimos a se unificar, precisariam correr atrás do prejuízo dentro da lógica colonialista da Europa de então. Portugal e Espanha, outrora grandes potências, já não tinham mais o mesmo poder pois suas colônias há muito haviam se tornado independentes.

É nesta Alemanha "atrasada" na corrida imperialista que surge Adolf Hitler. Austríaco, homem das artes, grande amante de seu país e, mais do que isto, da sua nação germânica. É um dos fundadores - junto com outros homens que pensavam como ele - do partido nacional-socialista alemão, o partido nazista. Defendia uma Alemanha forte, progressista e xenófoba. "Pregava" a supremacia da raça ariana (brancos e não-judeus) e o pan-germanismo (Alemanha para os alemães, onde quer que eles estivessem).

Exceto pelas questões racistas e do uso indiscrimidado da força para fazer do mundo uma "grande Alemanha", Hitler era sim, um homem muito inteligente. Ninguém conquista o poder que ele teve por acaso. Suas razões e seus métodos são altamente questionáveis, mas sua perspicácia e inteligência não. Hoje, por exemplo, se acredita que os alemães que conduziram Hitler ao poder estavam sendo enganados. Não, não estavam. Para quem vivia na Alemanha de então, as promessas do Fürher mostravam uma chance de recuperação e, por isso, era natural que ele conquistasse o apoio popular necessário para chegar aonde quisesse. Depois de receber "carta branca" de seu povo é que Hitler mostrou a sua face mais cruel.

A História é contada pelo lado vencedor. Não estou dizendo aqui que Hitler não fosse um fascínora, mas digo e defendo que os ingleses, franceses e americanos não eram os homens mais bondosos e puros de coração que Deus já colocou no mundo. Será mesmo possível que só os nazistas tinham campos de extermínio? Os aliados, então, só prendiam os inimigos, sem matar, e os colocavam em celas especiais por que muitos deles tinham terceiro grau, certo? Comigo não, violão...

Meus mais profundos respeitos às vítimas desta e de todas as outras atrocidades de qualquer tempo. Independente da "verdade", ninguém merece sofrer, muito menos por coisas que na verdade estão alheias aos seus próprios problemas e a sua própria vida.
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26.2.05

Um outro mundo é possível sim!




Em janeiro Porto Alegre sediou a 5a. edição do Fórum Social Mundial (FSM). Esta talvez tenha sido a mais polêmica de todas, e são muitas as razões para isto. Em primeiro lugar, a "esquerda" brasileira está agora dividida como nunca antes. Nas três outras oportunidades em que o FSM foi realizado na capital gaúcha (em 2001, 2002 e 2003), o evento era um símbolo da oposição, um "marco dos movimentos sociais contra governos neoliberais como o brasileiro". Em 2003, por sinal, o recém-empossado presidente Lula foi a grande estrela, marcando uma importante vitória do "povo" contra os burgueses. O "povo" chegara ao poder!!

Dois anos depois, a história é bem diferente. Não só a "esquerda" não encontrou em Lula o Messias que esperava, como também as mudanças profundas esperadas por todos não apareceram. A economia do Brasil apresenta, talvez, os melhores números da sua história, mas sem praticamente nenhum resultado prático. O "povo" que o elegeu, em grande parte, o considera um "traidor". Acreditam que ele chegou lá e, quando todos achavam que ele ia chutar a porta e jogar a mesa longe, ele parou calmamente, guardou o disfarce no armário e "se mostrou".

Besteira. É por isso que o Brasil é essa enorme engrenagem emperrada. Se o Lula era o Messias, nós somos judeus e continuamos esperando. Não estou dizendo que ele seja, por que simplesmente não existe esta fórmula mágica. O que eu digo é que não existe Messias. Foi-se o tempo em que um país poderia ser "tomado" e viver tranqüilamente isolado do mundo, como a Rússia e a China de décadas atrás. Nem mesmo Cuba, tão famoso último país totalmente comunista do mundo, está geo-economicamente isolado de coisa nenhuma.

Eu não sei "qual é a do Lula". Eu não sei se ele realmente acreditava no que ele dizia e, ao chegar lá em cima ele viu que "não era bem assim", ou se ele sabia, como a direita sempre soube, que não era bem assim, mas quis acreditar, ou fazer o povo acreditar que "era". O fato é que hoje o Lula não agrada nem a direita, a quem nunca agradou, nem a esquerda, que o elegeu.

É complicadíssimo, eu sei, mas para o Brasil "dar certo" e parar de ser "o país do futuro" (seja na música ou no relatório da CIA), é fundamental que o povo brasileiro entenda que as coisas não vão mudar para amanhã. O que se construiu em 120 anos (para ficar só na República), não se "destrói" instantâneamente. E, aliás, fica ainda mais difícil quando o "mundo" também está enraizado neste contexto "nocivo".

Na verdade, nem se "destrói". Se modifica, se reforma, mas não se destrói. Na verdade, as pessoas que hoje dizem que o Lula está "entregando o país", está "vendido" são as mesmas e continuam tão ingênuas quanto quando diziam que os outros presidentes estavam fazendo isto, e acreditavam que o Lula e o PT fossem "a solução", "um sopro de dignidade no meio desta corja".

O Lula não é santo, e tenho a certeza de que ele, pelo menos, sempre soube disso. Talvez ele se achasse melhor que "a direita", mas política sempre foi política. O jogo tem regras, e não se pode sair por aí mudando as regras à la vontê. Contudo, será possível que o Lula seja tão demagogo, tão hipócrita, a ponto de fazer todo este "teatro" nas negociações com os demais países sub-desenvolvidos (e com as grandes potências)? Será que, ao buscar uma posição de liderança no mundo, ele está se "vendendo" como pensam alguns, ou buscando uma alternativa para que, no futuro, o Brasil possa "pedir" ao invés de apenas "atender" como hoje em dia?

No discurso que deu aqui em Porto Alegre nesta quinta edição do FSM, o presidente Lula disse algo que eu considero muito interessante, e que demonstra bem o que eu estou tentando dizer. Ao comentar as vaias que estava recebendo durante a sua participação no evento, disse:

"... faz parte da democracia, um gesto democrático feito pela boca de quem não tem paciência de ouvir a verdade"

Este artigo foi originalmente publicado em
www.gatoraders.blogspot.com
durante o 5º Fórum Social Mundial

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22.2.05

O melhor do Brasil...


é o brasileiro....

Carioca, desempregado, malandro, apaixonado por futebol e pelo Brasil. Em certos aspectos, e apesar de ter sido criado por um estrangeiro, Zé Carioca é a síntese do que de melhor o brasileiro tem. É, também, um retrato fiel a este povo que "não desiste nunca", e segue acreditando em um futuro melhor.

Seu bom-humor, seu bom coração e sua incessante luta para sobreviver são ótimos exemplos de como se deve encarar a vida em um país como o Brasil. É fácil? Não, mas para ele também não é. Desempregado como grande parte dos brasileiros, nem por isso rouba, mata, mente ou reclama do mundo como se o direito que ele tem de ter uma vida melhor fosse só uma questão de governo, por exemplo. Ele sabe aproveitar o que a vida tem de bom, ali mesmo, na Vila Xurupita.

Ele não tem estudo, mas tem saúde. Ele não tem dinheiro, mas tem amigos. Ele não tem emprego, mas tem uma namorada e conhece muitas outras pessoas que estarão sempre ali quando ele precisar. É claro que não dá para dizer que, sendo alérgico a trabalho, ele seja um cara batalhador. Mas pelo menos ele é uma pessoa positiva, que sabe que a coisa mais importante da vida é o que temos agora, e aqui por perto, não o que poderíamos, deveríamos ou mesmo um dia teremos.

Isso é uma coisa que falta muito ao povo brasileiro. De todas as classes sociais, do pobre ao mais rico, falta humildade, simplicidade e respeito. Humildade para se reconhecer como parte do problema, e não como "imaculado ser no meio da sujeira". Simplicidade para enxergar, como o Zé, que o que vale é o simples, o cotidiano. Respeito, acima de tudo, para saber viver, verdadeiramente em sociedade. Saber que há diferença, por exemplo, entre não ter preconceito e dizer que não tem. De que adianta reclamar de tudo se, sempre que puder, a gente tira vantagem? Enquanto cada um pensar que "isto que eu estou fazendo não fará diferença", todos estarão certos.

Temos muitos problemas? Temos.. estruturais até. Só que a vida não é só isso, e o Brasil também não é. Vivemos num país continental, com um clima maravilhoso e uma cultura rica e diversificadíssima. Ao invés de valorizarmos isto, não, preferimos fazer comparações sócio-econômicas com a Europa ou os Estados Unidos (cujos povos há muito já entenderam isso), e reclamar de novo.

Eu sinto ter que dizer isto, mas, o país que todos esperamos não vai acontecer. Pelo menos não enquanto nós estivermos vivos. É ilógico e irracional exigir que 5 séculos se transformem em cerca de 10 ou 15 anos. Fazer toda a transformação que se espera então, levará outros 500. A única coisa certa é que, não importa o quanto melhore, nós (o povo) nunca estaremos satisfeitos.

Se me permitem a licença poética. Será que o Zé Carioca não pensa nisso? Aposto que pensa.. e aposto também que ele tem o mesmo desejo que nós todos, de que as coisas se resolvam, e para ontem!!! Contudo, ele não espera que o a solução caia do céu. Ele aproveita a vida dele, da melhor forma possível, enquanto espera...
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4.1.05

O mundo não é o bastante



"Eu quero!" É nessa simples frase que se baseia toda a publicidade. Há muito tempo o poeta Carlos Drummond de Andrade escreveu um poema chamado "Eu, etiqueta!" no qual falava exatamente da quantidade de marcas que nos rodeiam, muitas das quais nós anunciamos sem nem mesmo saber a que se referem.

Para que serve afinal uma faca que corta até aço? Porque pagar um preço por um produto cujo similar, basicamente idêntico, custa até três vezes menos? Peraí... por que eu preciso trocar de carro mesmo? Sei lá... O fato é que eu quero aquele carro, e tem que ser aquele!! Porquê? Ora, por que ele é melhor que o meu, ou é mais bonito, é de um modelo mais novo.

Na verdade, a maior parte das coisas que compramos não são necessárias. E se tornam ainda menos imprescindíveis quando levamos em conta o esforço que temos que fazer para "conquistá-las", ou o que deixamos de comprar/fazer/conhecer em nome desta vaidade. Como você é?

Loira, olhos claros, peitos grandes, cintura fininha, quadris largos. Coxas grossas que vão afinando até o calcanhar. Uma lady no andar. Um sorriso de 32 dentes branquinhos. Cérebro? Não, não precisa. Mulher que pensa assusta!!

Loiro, mais de 1,80m, olhos claros, braços malhados e mãos grandes. Magro, mas nada exagerado. Viril, mas sem ser primata. Atencioso, carinhoso e independente. Que saiba escutar. Cérebro sim, mas não só "papo-cabeça".

Ah, é claro. Ambos brancos!!

Se você não é assim, trate de se apressar. Se não daqui a pouco sua vida vai passar na frente dos seus olhos e você não vai ter sido feliz. E isso é a mais pura verdade!

Como tudo na vida, isto se torna verdade no momento em que você passa a acreditar. Como Drummond disse, a gente acaba exigindo certas coisas das pessoas sem nem mesmo saber o porquê.

Por que Coca-Cola e não Fruky ou Pop-cola? Por que McBacon e não X-bacon? Humm... resposta? Porque sim!

É claro que tem gente que vai vir e dizer: "Coca é melhor que Fruky", "Mc é diferente de X", "Louis Vuitton não é qualquer bolsa". Ok, é claro que não é. Afinal, ninguém investiria milhões para fazer algo se pudesse o mesmo fazer com poucos reais. O que eu questiono não é o lado de "lá", mas o lado de "cá". Será que vale o esforço? Será que é mesmo necessário ser loiro(a), ter um corpo maravilhoso, uma Ferrari, um celular que tira foto e serve cafezinho e um(a) namorado(a) igualmente perfeito(a) para ser feliz? Acho que não...

Existe uma frase extremamente piégas que diz: "a beleza está nos olhos de quem vê" e, isto sim, é a mais pura verdade. O que a publicidade faz, e a sociedade, de um modo geral, segue lépida e faceira, é padronizar a beleza. Você acha "aquilo" bonito? Mas "isto" é muito mais, e tá todo o mundo achando muito melhor!

Eu não estou aqui fazendo uma campanha contra a Coca-Cola. Como eu disse, o problema não é lá, é aqui.

O que acontece é que a gente é treinado para cobrar muito de si mesmo e, por isso, a esperar sempre o melhor dos outros, seja no aspecto físico, social ou econômico. Isto cria um círculo vicioso difícil de quebrar. Quanto mais dinheiro a gente ganha, mais coisas a gente "quer" e mais dinheiro a gente "precisa".

Se eu acho que estou sendo original? Claro que não, eu sei que isso já foi dito antes, milhares de vezes. Mas a questão aqui não é ser original, é ser autêntico, ser... individual.

Agradecimentos especiais para a minha grande e querida amiga
Dea Mascarenhas, pelo logo e pela descrição do homem ideal

4.8.04

Uma questão de Educação...

Entre os dias 28 e 31 de julho de 2004, Porto Alegre foi sede da 3ª edição do Fórum Mundial de Educação (as outras duas ocorreram, também em Porto Alegre, em 2001 e 2003).

Com o slogan "A Educação para um outro mundo possível", o evento reuniu na capital gaúcha educadores e profissionais da área provenientes das mais diferentes partes do país e do mundo. Espanhóis e uruguaios dividiram espaço com brasileiros e portugueses nos debates sobre os caminhos da educação no mundo de hoje. Alternativas e projetos de sucesso implementados ao redor do globo foram colocados em discussão durante os 4 dias de Fórum.

Um dos destaques de uma iniciativa como esta são os painéis, onde estudantes das mais variadas áreas apresentam os resultados de suas pesquisas. Estas exposições trazem um grande e importantíssimo intercâmbio cultural e de conhecimento.

O lado negativo do Fórum fica pela organização. Para explicar, vou falar da minha experiência pessoal.

Eu sabia já há alguns meses sobre a realização deste Fórum no final de Julho. Entretanto, por uma série de razões, não me interessei, a princípio, em participar. No dia da abertura fui até o Gigantinho (onde estavam sendo confirmadas as inscrições) e resolvi me informar. Sendo jornalista formado, pensei em entrar como "imprensa". Pronto para informar meu registro no MTB e/ou meu CPF e RG, fui buscar informações. Na minha frente na fila, um casal de canadenses que haviam feito sua inscrição pela internet e não conseguiam comprovar o pagamento (e teriam que pagar nova inscrição, pelo que dizia o atendente).

Ao chegar no balcão, perguntei se poderia fazer a inscrição como imprensa. Perguntaram se eu era jornalista e, com a minha resposta afirmativa - sem solicitar qualquer informação adicional ou documento - me entregaram um crachá de imprensa (com o qual eu poderia entrar em locais onde os próprios participantes do Fórum não teriam acesso). Na seqüência, perguntei sobre o material para a imprensa.


Sem pensar, o funcionário da organização me entregou uma bolsa igual a dos participantes. Sem discutir o fato de que seria bom se o evento tivesse se preparado melhor para receber a imprensa (com releases e informações adicionais), o que me impressionou foi que, no tal material, estava o certificado do evento (reproduzido ao lado).

Ou seja: enquanto alguns profissionais e educadores intimamente ligados às causas e aos debates do FME não puderam fazer sua inscrição por não poder arcar com o custo de R$ 50,00, qualquer um que se dissesse jornalista teria acesso a qualquer debate/oficina/palestra sem pagar nada.

O estranho é que isto ocorre justamente num evento que busca uma maior conscientização social no mundo. Com certeza, dentro desta conscientização está o respeito àqueles que cumprem com seus deveres (no caso, pagam a inscrição). Então, como explicar a falta de respeito da organização do evento, tanto com aqueles que pagaram a inscrição quanto com aqueles que realmente são jornalistas e/ou profissionais da imprensa?

20.7.04

Falando em avião...

Dia 20 de julho também marca o aniversário do pai da aviação.

Desde o Renascimento, inúmeras foram as tentativas e inúmeros foram os inventores/cientistas que pretenderam voar. Contudo, quis o destino que essa invenção coubesse a um brasileiro: Alberto Santos Dumont.

O inventor paulistano foi um homem admirável. Uma coisa que poucas pessoas sabem é que ele foi, também, o inventor do relógio de pulso (ou foi quem pensou em como botar o relógio no pulso).

Um visionário, que acreditava no homem, e acabou com a própria vida por saber que seu invento estava sendo usada como arma letal na Primeira Grande Guerra. Viva Santos Dumont!


Um pequeno passo para o homem...



O primeiro fato histórico do dia 20 de julho é a conquista da Lua.

Em 1969, Neil Armstrong entrava para a história como o primeiro ser humano a pisar na lua. Para mim, o significado disso é muito maior do que a "simples" vitória americana na corrida espacial.
 
Pensar que o homem já esteve na lua é muito louco. Às vezes a gente se impressiona quando viajamos de avião, pois vemos o mundo "lá de cima", e distâncias enormes parecem minúsculas. Agora, imagine se, ao invés de um bairro, ou uma cidade, o que você vê lá embaixo é o planeta inteiro.
 
Inteirinho. A sua cidade, seu estado, seu país, a América do Sul, toda a América, a Guerra no Iraque... Tudo que parece, e na verdade é, tão longe, visto de fora.
 
Para mim, anos antes, quando o russo Gagarin viu a Terra e disse "É azul", não foi o que ele pensou em dizer, mas foi tudo o que ele conseguiu dizer. Pensar que tudo está ali.. aparentemente ao alcance da mão... deve ser incrível...