17.7.04

10 anos do Tetra

Neste 17 de julho o Brasil comemora os 10 anos do Tetracampeonato mundial e futebol. Naquele dia, em pleno verão californiano, o capitão Dunga finalmente levantou a taça que país do futebol buscava há 24 anos.
 
Aquele título foi contestado por muitos. Alguns achavam que aquela seleção não estava à altura das campeãs de 1958, 62 e 1970, ou mesmo ao grande time de 1982. Outros afirmaram que vencer uma Copa nos pênaltis não contava.
 
Besteiras. Naquele jogo o Brasil manteve o título de "país do futebol" - já que, se perdesse, a Itália seria o primeiro tetracampeão - e iniciou uma retomada que se mantém até hoje.
 
Desde o tricampeonato de 1970 o futebol brasileiro era respeitado. Mesmo sem conquistar o mundial desde então, a seleção canarinho nunca deixara de figurar entre as potências mundiais do esporte. Entretanto, desde aquele 17 de julho de 1994, esse respeito deixou de ser baseado em tradição para ser defendido pelo retrospecto da equipe em campo.
 
Hoje, há 2 anos da Copa da Alemanha, 2006, e duas Copas do Mundo depois de se tornar o primeiro "tetra", o Brasil já chegou a outras 2 finais, se tornando o primeiro Pentacampeão. Além disso, pode se considerar um sério candidato ao hexa na Alemanha.
 
E tudo (re)começou há exatos 10 anos...

16.7.04

Uma viagem na história...

Para os que ainda não sabem, eu sou um apaixonado por história. Um eterno estudioso das relações de causa e conseqüência dos acontecimentos. E, nesta minha faceta historiador, adoro ler tudo o que fala sobre o assunto.
 
O último livro que eu li (e terminei ontem, por sinal) foi "A Viagem do Descobrimento", do jornalista Eduardo Bueno. É o primeiro livro de uma trilogia, e fala do contexto português e europeu no fim do século XV. É uma leitura muitíssimo prazerosa, que volta ao início da história da Escola de Sagres, da sociedade secreta dos Templários, da Ordem de Cristo, das guerras das nações cristãs contra as nações muçulmanas, o domínio da África, etc.
 
Eu acho muito louco pensar no que significou a chegada dos portugueses no Brasil. O que passou na cabeça deles, e dos índios também, nos minutos em que os lusos encontraram aqueles homens nus, que não falavam qualquer idioma conhecido, ou em que os índios viram chegar aquelas "montanhas flutuantes" (como se encontrou em escritos da época) cheia de homens "vestidos" e com costumes absolutamente estranhos.
 
É claro que, tenha a "descoberta" sido proposital ou não, ou quais quer que fossem os interesses portugueses na nova terra, nunca se imaginaria que se chegaria onde chegou. Mas mesmo assim é incrível pensar que num determinado dia o mundo simplesmente dobrou de tamanho (ainda que isso só fosse ser comprovado décadas depois).
 
Chega a ser difícil imaginar o mundo daquela época. Um mundo onde o Brasil, por exemplo, simplesmente não existia. Onde qualquer coisa que hoje é louvada por nós por ter 500 anos não havia sido construída (ou mesmo imaginada) pelo simples fato de que o homem civilizado não sabia que este grande continente estava aqui.
 
O segundo livro da trilogia chama-se "Náufragos, traficantes e degregados", e fala sobre os primeiros 30 anos de colonização. E é ele que eu vou começar a ler agora....

14.7.04

O Rei do futebol

O Cinema tem a péssima mania de acabar com super-heróis, biografias, personalidades e fatos históricos. Não existe um caso em que uma produção cinematográfica, ainda que produzida com a melhor das intenções, não decepcione os fãs do fato/personagem retratado.

Não existia. O maior jogador de todos os tempos chegou aos cinemas para quebrar esta escrita. O filme/documentário sobre a carreira do mineiro de Três Corações conta a história da vida do jogador que foi batizado em homenagem ao inventor da lâmpada elétrica. Acompanha a carreira do craque desde os juvenis do Santos, em 1956, até a despedida dos gramados em 1974.

Nestes 18 anos de futebol Pelé conquistou 10 campeonatos paulistas, 2 taça Libertadores da América, 2 Mundiais Interclubes e vários campeonatos Paulistas (sendo artilheiro em outros tantos, sempre pelo Santos). Na sua passagem pela Seleção Brasileira foram "apenas" 3 Copas do Mundo. Antes de abandonar o futebol, Pelé ainda foi campeão do campeonato norte-americano pelo Cosmos.

Nenhum jogador em atividade hoje jamais alcançará uma biografia como esta. Dezoito temporadas, com média de mais de 2 títulos por ano. E, caso você conheça alguém que chegue perto, peça a ele para expulsar um juiz de campo ou para levar paz temporária a um país em guerra civil. Um conselho? Não se dê ao trabalho de procurar...

Pelé é eterno!

13.7.04

Meus dois grandes amigos...

Hoje, dois dos meus grandes amigos fazem aniversário. Um, como já cantaram Fábio Júnior e os Raimundos, está nos seus "20 e poucos anos". O outro é cinqüentão, e está aí desde muito antes de mim.

Apesar da diferença de idade, os dois estão comigo há mais ou menos o mesmo tempo. Um, por que nos encontramos nos caminhos da vida há "poucos" anos... O outro, por que só há "pouco tempo" eu comecei a admirá-lo, a conhecê-lo e a considerá-lo um dos meus grandes amigos. Aliás, quanto mais eu estudo a biografia deste segundo, mais eu me convenço que a sua melhor fase foi mesmo A.M. (antes de mim).

Pra quem não entendeu, eu explico: O amigo que está nos seus "20 e poucos anos" e que eu encontrei nos caminhos da vida é o LFCorullón. GRANDE amigo de todas as horas... já passamos juntos por poucas e boas (de todos os níveis, ehehe), mas o bom é saber que ainda passaremos por muitas!!

E o meu amigo cinqüentão é o Rock´n Roll!!! De Elvis Presley aos Stones, passando por Little Richard, Chuck Berry, Eric Clapton, Pink Floyd e, é claro, "The Beatles"!!!

Um ritmo nascido nos Estados Unidos, mas que logo se espalhou pelo mundo, tendo na Inglaterra alguns de seus maiores ícones. O quarteto de Liverpool é um deles, e o sucesso deles foi, sem dúvida, um dos grandes "propagandistas" do ritmo ao redor do globo.

O LFCorullón considera Roberto Carlos como "o rei". Outros consideram Elvis o maior de todos. Para mim, os "fab four" são indiscutíveis. O importante é que, cada um na sua preferência, diz: "It´s only rock´n roll but I like it"!!!

11.7.04

Jogo-treino

Mesmo sem jogar um ovo, o Brasil venceu de novo. Desculpem o trocadilho, mas ele foi tão triste quanto o futebol apresentado pela seleção canarinho no jogo de hoje contra a Costa Rica. A falta de objetividade lembrou o Grêmio do Gre-Nal do gol mil, ontem, só que, infelizmente, o Inter é levemente melhor que a Costa Rica (ou melhor que o Grêmio, o que não deixa de ser verdade).

Mas voltando ao time do Parreira: certo estava um amigo meu argentino. Certa vez nós estávamos numa mesa com mais uma dezena de "hermanos", naquelas tradicionais discussões Pelé x Maradona. Era eu de um lado, e eles de outro... Sem stress, sem brigas, tudo na esportiva...

Quando a gente saiu de lá, o meu amigo me chamou num canto e disse: "Sabe qual é a diferença entre o futebol brasileiro e o argentino? É que a seleção argentina é formada pelos 11 melhores jogadores do país... a brasileira é formada por 11 dos melhores jogadores do país".

A vitória por 4 a 1 de hoje foi a comprovação desta teoria. O time não jogou nada, não empolgou, não demonstrou o que poderia. Aliás, aquela escalação está longe, muito longe, da qualidade técnica da seleção principal. Mesmo assim, vencemos.

Levando em conta a recente Eurocopa, mesmo sem apresentar todo o futebol que seu potencial possibilita, não é exagero nenhum acreditar que o Brasil vai chegar, pela inédita quarta vez consecutiva, na final da Copa do Mundo (Eua 94, França 98, Japão/Coréia 2002, Alemanha 2006).

Bom.. na Copa América o Brasil está classificado, e a combinação atual o coloca cara a cara com a rival Argentina já nas quartas-de-final. Torçamos para que este jogo fique para a semi-final (máximo que as combinações permitem), pois o time porteño talvez seja o único adversário (e mais pela tradição e menos pelo futebol).

O porre pela goleada fica pra terça-feira.... ehehehe (detalhes na quarta!)

9.7.04

When I´m Sixty Four

Na última semana o mais velho dos Beatles completou 64 anos. Todos logo lembram da música "When I´m Sixty Four", de Lennon/Mccartney gravada no sensacional Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, mas as coincidências param por aí.

O momento é de homenagear o mais tímido dos fab four, o que mais relutou a aceitar o fim dos shows ao vivo da banda, e o grande responsável por manter os demais no tempo certo das músicas durante quase toda a vida do grupo (na época não havia "ponto", ou "retorno", então George, John e Paul se guiavam no barulho da bateria para não se perder no meio da gritaria dos fãs...

Deixo como minha homenagem uma música que, apesar de não ser originalmente dos Beatles, é uma das minhas favoritas, e é cantada por ele:

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Act Naturally

They're gonna put me in the movies
they're gonna make a big star out of me
We'll make a film about a man that's sad and lonely
and all I gotta do is act naturally

Well, I'll bet you I'm gonna be a big star
might win an Oscar you can never tell
the movies gonna make me a big star
'Cause I can play the part so well

Well I hope you come and see me in the movies
then I know that you will plainly see
The biggest fool that ever hit the big time
and all I gotta do is act naturally

We'll make the scene about a man that's sad and lonely
and beggin down upon his bended knee
I'll play the part but I won't need rehearsal
all I gotta do is act naturally

Well, I'll bet you I'm gonna be a big star
might win an Oscar you can never tell
the movies gonna make me a big star
'Cause I can play the part so well

Well I hope you come and see me in the movies
then I know that you will plainly see
The biggest fool that ever hit the big time
and all I gotta do is act naturally"

Amigos...

Peço desculpas aos que vieram olhar o blog durante a última semana, pois não encontraram nenhuma novidade. Estou de volta, vamos nessa..

Hoje, agora há pouco, eu estava lendo o blog do LFCorullón e vi um post muito interessante. Ele tava comentando que no blog do Nélio tinha uma pergunta interessante, que era mais ou menos assim: "Você tem algum amigo que, mesmo à distância, basta lembrar dele para te fazer sorrir?"

Pra mim, graças a Deus, é fácil responder a esta pergunta. SIM!! E vários!!

Vamos lembrar de alguns:
Porto Alegre (amigos geograficamente próximos, mas afastados por nada): Ana Paula LM, Ana Paula CR, Rodrigo Fritsch (ainda que tenhamos nos falado ontem, é sempre uma boa lembrança), Marcinha Colombo (de Viamão, mas tá valendo!!) e a Galera da Famecos - Gabi Di Bella, Mari Vicili, Êctor, Mari Hahn, Cris Vanuzzi e Luana (right from London).

Sampa: Lígia e Eliana.

RJ: Marina (que tá vindo aí!!), Carina, Júnior, "Tia" Sônia, Seu Vicente, Lívia, Lígia, Thaís, Leni, Dani Pessoa, Isabel...

São grandes amigos.. todos eles... São pessoas muito especiais de quem basta uma recordação para me trazer uma paz de espírito maravilhosa. É claro que eu tenho amigos assim que estão próximos, e só por isso não constam desta relação...

É por isso que eu acho que, mesmo com todos os meus problemas, eu sou uma pessoa abençoada. Eu coloco a minha mão no fogo pela reciprocidade de qualquer uma dessas amizades, e isso me deixa muito feliz. :D