17.2.07

Gigante pela própria natureza!



É inegável que eu estou passando por um grande momento da minha vida. No profissional, as coisas vão de vento em popa. Tenho um bom emprego e um bom ambiente de trabalho. Tenho desafios e conquistas. Tenho amigos e colegas de profissão. No familiar, as coisas vão bem. Há tempos já não levo a sério as brigas com pai, mãe e irmã. Temos diferenças, mas eu já sei me virar e se alguém não quer entender, vai acabar entendendo.

No pessoal também, tudo certo. Eu falei mais disso no texto anterior. Dos amigos que fiz aqui, e do amadurecimento que isto me trouxe. Na saúde, onde está o grande desafio do ano, o primeiro mês foi promissor. Alcancei todos os objetivos e sigo firme em busca dos próximos. Perdi cerca de 10 quilos desde o início do ano. É só o começo, mas é um belo começo...

Essa perda.. ou melhor, eliminação está sendo fundamental para, talvez, a parte mais importante de todo esse crescimento. O afetivo. Eu tenho nitidamente gostado mais de mim.. se as mudanças ainda não são visuais, eu me sinto bem melhor e mais disposto. Sei onde eu quero chegar e, finalmente, do que sou capaz.

Minha auto-estima continua instável. Às vezes sou o super-homem, às vezes sou o último dos moicanos. A minha auto-confiança, em compensação, vai bem, obrigado. Eu sei que as duas são muito parecidas, mas a diferença é importante. Uma é como você se vê em relação ao mundo.. e a outra é como você vê o mundo em relação a você.

Pois é. Pela bilionésima duzentos e quinze milhonésima quatrocentos e vinte e sete milésima centésima trigésima quinta vez (i.e. 1.215.427.135ª) eu me apaixonei por uma guria. Dessa vez, entretanto, me senti diferente. Eu não me sentia gostando "gratuitamente" de alguém, mas gostando de uma pessoa. De uma menina carinhosa, inteligente, bem humorada e com quem eu me dou muito bem. E mais... diferente de quase todas as outras vezes, me sentia capaz, me sentia "merecedor". Para muitos isso vai soar uma besteira, mas é isso mesmo....

Convivemos diariamente. Trabalhamos e não trabalhamos juntos no horário de trabalho. O detalhe que estraga o início feliz é que ela tem namorado. Isso não me dava medo, não me dava culpa, mas era, claro, algo a considerar.

Cheguei a pensar em desistir. Ou melhor, não desistir, mas esquecer. Eu sabia que não seria a última por quem eu me interessaria, e que estava em um momento da vida - no qual, aliás, ainda estou - em que ali na frente eu encontrarei alguém sozinho para quem poderei me dedicar. Mas aí... ah, mas aí... Aconteceram pequenas coisas sem muita importância mas que, na cabeça de quem gosta, são um perigo.

Eu não queria neurotizar. Fui à luta. Conversei com ela. Não deu, tudo bem... vamos em frente.

Isto foi ontem e eu já me sinto bem. Claro que fiquei triste, e claro que ainda me machuca quando eu penso que "não vai acontecer", mas para mim o mais importante foi ter tomado uma atitude. Acho que eu e ela seguiremos numa boa e, quem sabe, poderemos ser grandes amigos.

Mas eu estou bem. Estou muito feliz em ter aberto o jogo no início, e não ficado pensando em possibilidades enquanto o relógio dava suas intermináveis voltas. Acho, sinceramente, que foi uma grande evolução da minha parte.

E isso tem a ver com o desafio que eu estou enfrentando. Não sem duras batalhas, mas estou vencendo. Aliás, as batalhas que eu estou vencendo são apenas preparação para o "grande desafio", e essa preparação vai "apenas" ajudar a determinar a vitória ou não no final. Bem.. não é assim a vida?

Outro dia eu estava pensando... e cheguei a uma curiosa conclusão...

Eu fui uma criança magra. Na adolescência, naquele ano em que o menino ganha seus 20 centímetros finais, meu peso cresceu na mesma proporção... mas não parou... Eu me tornei gordo - naquela eterna luta contra a balança - e inseguro. Já falei disso várias vezes aqui, mas nunca tinha feito essa associação diretamente.

Aí, agora, para encarar o desafio, eu PRECISO emagrecer. É fundamental e indispensável. Ok, estou fazendo por onde... e os primeiros resultados ( - 10kg) são animadores... E é isso que está me dando auto-confiança, confiança de que eu sou capaz e de que eu posso! Sempre fui um bom amigo dos outros, mas acho que estou me tornando um bom amigo meu... Eu finalmente me amo!!

Aí está! Da forma como eu pensei, a minha absurda e imensurável insegurança está indo embora junto com o meu excesso de excesso de peso. Então, é como se.. daqui a anos, esta insegurança fique concentrada nestes... não sei... 15 anos em que eu fui gordo. Não estou aqui acreditando que serei um cara seguro por isso, e nem que serei maaaaagro. Estou falando de exageros e de baixa auto-estima.

Estou dizendo que estou vencendo meus maiores fantasmas e não estou criando outros. Que, como diz a música, finalmente paguei minhas "contas" comigo e tive minha sentença mesmo sem ter cometido crime nenhum!

Pois é. A vida segue em frente. Amigos casando, outros separando... vamos em frente...


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16.1.07

O ano do desafio



Foi um grande reveillón!! Revéillon.. réveillon.. Bom, sei lá como se escreve isso, sei que foi grande!!

Quando eu estava lá em Barra Velha, nos últimos minutos de 2006, eu tive meu momento contemplativo. Olhei para os amigos que estavam comigo... Uma, a minha primeira amiga em Joinville. O outro, ex-correspondente do AN no interior catarinense e grande companheiro de msn, amigo há poucos meses. A terceira, grande amiga e colega de Portal A Notícia desde abril. A quarta, paginadora/diagramadora do jornal, amiga e parceirona de festa. Ainda teve outra que eu conheci naquela noite, e de quem me tornei amigo nestes primeiros dias do novo ano.

Um grupo especialíssimo. Olhando para eles, eu via um ano inteiro morando sozinho, cheio de conquistas e de grande amadurecimento. Aquele grupo que entraria o novo ano comigo surgiu todo nos últimos 12 meses (ou um pouco mais), mas estavam todos ali, na minha nova vida. Demonstrando que eu era capaz de encarar o mundo, e me sair bem.

Eu nunca tive dúvidas disso, mas nunca também tinha feito. Agora eu olho para 2006 e vejo um ano de grandes mudanças, algumas fundamentais, mas que estão desaguando neste desafiador 2007.

Se o pessoal e o profissional se estabeleceram em 2006, 2007 será o ano do início do crescimento. Tenho um grande desafio para estes primeiros meses. Um desafio maior do que eu, mas que eu certamente vencerei. Não sem esforço, talvez não sem sofrimento, mas vencerei.

Certamente eu sairei desta experiência muito mais maduro do que estou entrando. Ela me trará mais reflexões do que eu habitualmente faço (e olha que eu faço reflexões "pracaralhamente").

Acho que a velocidade dessas mudanças que eu sinto e estou vivendo desde que vim morar sozinho tem a ver com isso. O Impressão Digital sempre foi um lugar onde eu deposito impressões, opiniões, pontos-de-vista, visões de mundo. Contudo, estou num momento em que parece que nada vai durar muito na minha cabeça.

Hoje eu releio alguns textos antigos daqui e me vejo. Alguns são atemporais, outros são jogos de palavras, boas críticas sociais e políticas.. mas uns poucos são datados. Falam de uma pessoa que eu não sou mais. Acho que isso é parte do amadurecer, mas é estranho.

Tenho tido muitas idéias para escrever, mas pouca iniciativa. Não farei promessas, mas pretendo, mais uma vez, escrever mais seguidamente. Talvez textos mais curtos, pequenos comentários... talvez..

Feliz 2007 a todos, e que todos nós possamos estar juntos celebrando as vitórias deste ano no próximo 31 de dezembro!!
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3.12.06

A América estava com saudades!!

Que ano!!

E não falo apenas de 2006. Na verdade, não foi um ano incrível, foram 2!

Quando o Grêmio caiu para a Série B, em 2004, todos pensavam: lá vem o inferno. Eu escrevi sobre isto aqui no ID, e disse que seguiria tão gremista quanto antes.

Mas sobre o que todos pensavam, veja só, todos tinham razão. Jogos de má qualidade técnica, derrotas vergonhosas (Anapolina-GO 4 x 0 Grêmio), vitórias sofridas contra equipes até então com pouca ou sem expressão no cenário nacional (1 a 0 no Santo André e as várias batalhas com o Santa Cruz) até culminar com um jogo inacreditável, no dia 26 de novembro de 2005.

O Grêmio precisava de um simples empate, mas todo mundo lembra o que aconteceu. A "batalha dos Aflitos" (o adjetivo é, também, o nome do estádio onde o jogo aconteceu). Com uma luta absurda, subimos. Série A, estamos de volta, e por cima.

Começou 2006. Campeonato gaúcho. O Grêmio não vencia o torneio desde 2001. Não se esperava muito, ainda mais contra o atual vice-campeão brasileiro, que - ainda não se sabia, mas - seria campeão da américa, pela primeira vez na sua história, poucos meses depois. Com o regulamento debaixo do braço, o Grêmio empata o jogo em pleno Beira-Rio e tira o título dos colorados.


Grêmio campeão gaúcho em pleno Beira-Rio


Em seguida começa o Campeonato Brasileiro. De 20 clubes, pela ordem, 4 seriam rebaixados, 5 apenas sobreviveriam, 7 iriam para a sul-americana, 4 para a Libertadores sendo, um deles, o campeão.

As pretensões gremistas estavam ficar entre os 7 da Sul-Americana. Pensava-se que o início do longo campeonato definiria a sobrevivência, ou não, do tricolor gaúcho. Mais uma vez, projeção corretíssima. Estréia, 2 a 0 contra o Corínthians. Ainda que o adversário acabasse demonstrando que não era mais o super-campeão de 2005, era um bom presságio.

Exatamente um ano depois da "batalha" de Recife, no mesmo 26 de novembro, mas em 2006, o Grêmio vence o Flamengo e garante a vaga na Libertadores e a 3a posição no campeonato. À frente? O campeão mundial de 2005, e campeão brasileiro de 2006, São Paulo, e o campeão da América 2006, Internacional.

Mano Menezes. Em toda esta história, é o nome do treinador que se destaca. Em 2004, enquanto o Grêmio desabava, ele levava o modesto 15 de novembro, de Campo Bom-RS, às semifinais da Copa do Brasil. Em 2005, o time porto-alegrense o contrata a 2 dias da estréia na Série B.

Um início cambaleante, com derrotas marcantes como a já citada goleada para o time do interior de Goiás. Eu cheguei a pensar que tinha que tirar o treinador. A uma certa altura da Série B, eu pensava: "Já era. Se tirar o treinador agora, não tem tempo para outro trabalhar antes das finais e, se ele ficar, não estaremos nas finais." Felizmente, ledo engano.

No final da classificatória o Mano já tinha a confiança da torcida, a ponto de não gerar grandes revoltas pela sua insistência em não escalar o prodígio Ânderson. Veio o título da Série B, o improvável título gaúcho e o Campeonato Brasileiro. Ainda que o técnico campeão Muricy Ramalho deva ser eleito o melhor do campeonato, a simples menção entre os 3 mais competentes na lista da CBF já atesta o nível do treinador gremista.

E depois deste ano fantástico, onde um clube desacreditado subiu, em exatos 365 dias, do inferno da Série B, para o céu da Libertadores, vem aí mais uma temporada. Mais um campeonato gaúcho, mais um Brasileirão e, é claro, mais uma Libertadores. Talvez a mais difícil de todas pois, entre os adversários, São Paulo, Internacional, Santos e Flamengo. Apenas times de primeira linha!! Mas vamos lá...

Até a pé nós seguiremos, para o que der e vier, mas o certo é que nós estaremos.. com o Grêmio onde o Grêmio estiver..
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Tantas coisas...

É.. mais uma vez eu prometi escrever com assiduidade e não cumpri. Mais uma vez, por razão nenhuma...

Eu acho que esta época de incerteza profissional pela qual eu estou passando tem a ver com isto. Não, nada a ver com a minha opção profissional, mas com a empresa onde eu trabalho. Ela foi vendida para a RBS, e havia o medo de que o meu setor, a internet, fosse desmontado em função do clicRBS. Entretanto, e graças a Deus, não é o parece que vai acontecer.

Eu tenho gostado muito das mudanças que eu tenho notado em mim. Eu realmente tenho conseguido brecar impulsos de raiva, de birra e de revolta, muitas vezes, no momento em que acontecem. Já me peguei algumas vezes contrariando a opinião de alguém e, de repente, me perguntando.. mas eu discordo mesmo? Às vezes chegando à conclusão que sim, mas outras - que, neste caso, são as mais importantes - que não.

Esta (26/11/2006) foi a primeira noite no novo apartamento. Bem maior que o anterior, num bairro melhor, mais perto de tudo. Não que o meu apErtamento anterior não fosse bem localizado, mas este aqui fica mais perto do centro, e é numa zona mais... moderna, mais urbana. Além do que, o antigo cabe na sala deste aqui, que tem 2 quartos, e cozinha separada. Muito bom!!

Eu sigo com muito para escrever, e sem escrever por razão nenhuma. Acho que vem aí um catatau de textos... acho!!
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23.10.06

O fim de uma era na Fórmula 1



Justiça seja feita. Numa das corridas mais emocionantes dos últimos tempos, e numa das recuperações mais incríveis que a Fórmula 1 já testemunhou, o GP do Brasil deste ano, disputado no último domingo, em Interlagos, foi um grande final para uma carreira fantástica do polêmico Michael Schumacher.

Até a sensacional e merecidíssima vitória do tupiniquim Felipe Massa serve como parâmetro para, enfim, reconhecer o grande piloto que o seu companheiro e heptacampeão alemão foi. Nos vários anos em que o Rubens Barrichello foi companheiro de Schumacher na Ferrari, nunca ele (Barrichello) teve uma vitória nas mãos do início ao fim, se não naquele GP da Áustria em que, vergonhosamente, o piloto alemão ultrapassou o ex-companheiro a metros da linha de chegada. O fato: mesmo lá, "Rubinho", num ótimo final de semana e correndo mais, não passava de uma sobra do alemão. Massa é profissional, obviamente sabe que Schumacher disputava o campeonato e tinha a preferência, mas nunca deixou de buscar o seu melhor. A ocasão surgiu quando só a vitória interessava a um Schumacher de pneu furado. Ele aproveitou. Barrichello certamente teve suas "ocasiões".. mas aproveitou quantas?

O que eu quero dizer é que, se Schumacher não foi sempre um adversário leal, ele também não merece ser retirado da galeria dos grandes campeões. Mesmo se considerarmos que, 3 ou 4 títulos dele foram conquistados na super-Ferrari sem adversários, sobram ainda pelo menos outros 3 títulos que o deixam, no mínimo, no nível de Ayrton Senna e Nelson Piquet.

Incontáveis GPs para lembrar. As vitórias com a Benneton (quando seu "diretor de equipe" era Flavio Briatore, hoje chefe da adversária Renault), a fatídica corrida que vitimou Ayrton Senna (e impediu que o mundo visse, afinal, um campeonato disputado pelos dois). Contudo, a obstinação do "sapateiro" neste domingo mostra o grande piloto que ele foi, ou ainda, que ele é.

Com problemas de motor, largou em décimo, com o companheiro ferrarista Massa na pole e o adversário Fernando Alonso em quarto. Para ganhar seu oitavo título mundial precisava ganhar e torcer para o espanhol não pontuar. Matematicamente possível, mas improvável.]

Fim da segunda volta, Schumacher é o sexto. Poucas voltas depois, ao tentar ultrapassar o italiano Giancarlo Fisichella na entrada do S do Senna, o bico da Renault inacreditávelmente fura o pneu do alemão. O que muitos fariam? Encosta, e fim de prova.

Não Michael Schumacher. Talvez por ser sua última corrida, talvez pois o carro estava num domingo maravilhoso, mas o alemão voltou para a pista. Naquele momento, poucos metros atrás dele estava Felipe Massa... prestes a lhe dar uma volta. Cinqüenta voltas e uma dezena de ultrapassagens depois, "Schummy" termina a corrida na quarta posição. No domingo em que a Espanha conquistou seu bicampeonato e o Brasil voltou a vencer em casa, a Alemanha viu o maior piloto de sua história fazer uma corrida perfeita, digna de sua brilhante carreira.

Eu mesmo, por muito tempo, fui "contra" o alemão. Torci por Damon Hill, Jacques Villeneuve, Mika Hakkinen e, é claro, pelo próprio Fernando Alonso nos últimos anos, mas não posso, agora, deixar de admitir que Schumacher é um dos grandes.. dos maiores!!

Se é ou não maior ou mais importante que Ayrton Senna. Impossível dizer, e mais difícil ainda, imparcialmente. Senna ganhou 3 títulos em 10 anos, contra o tetracampeão Alain Prost e o "leão" Nigel Mansell. Para a história, Schumacher nunca enfrentou, realmente, um grande campeão. Mas foram 7 títulos em 16 anos. É o maior vencedor da história, quer queiram, quer não.

Alonso, Schumacher, e antes Prost, Piquet, e, é claro, Senna. Estes cinco pilotos certamente dominaram os últimos 26 anos da Fórmula 1 (1981-2006), conquistando, simplesmente, 19 títulos. Os 3 últimos disputaram entre si, o segundo reinou quase sozinho, até a chegada do primeiro.

E isso me lembra que a Fórmula 1 entra em um novo momento. Agora, mais do que sem Michael Schumacher, apenas um campeão permanece. Fernando Alonso. Outros grandes pilotos estão aí: Raikkonen, o próprio Massa, o jovem Kubica e o inglês Jenson Button são alguns dos fortes concorrentes ao título 2007.

Talvez este GP tenha sido o último ato de uma era de grandes campeões. A Fórmula 1 segue, mas, assim como Senna, Prost e muitos outros seguem sendo louvados, jamais esqueceremos de Michael Schumacher.
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15.10.06

É Impressão minha ou ele voltou?!?!



Olha só quem voltou... sim, eu mesmo.. moí!

Pois é.. andei um bom tempo sumido aqui do blog, mais por falta de dedicação do que de vontade ou assunto. Quero e pretendo voltar a escrever mais seguidamente mas não farei promessas. Assuntos não faltam, a começar pela política, que é o assunto do momento, o acidente da Gol, que já está frio, e otras cocitas más...

Hoje, contudo, o assunto é matar a saudade. Dos textos, dos amigos e do Impressão Digital. Ele me acompanha já há três ou quatro anos.. passou por fazes de intensa atividade, e outras, como esta, da mais absoluta ausência. Neste meio tempo, muitos amigos criaram blogs e desistiram, outros que já tinham pararam e alguns heróicos continuam. Blog tem uma coisa legal de ser um espaço livre na web, mas se não for levado a sério, não anda. Durante um tempo eu precisava alimentar o ID sempre, se não me sentia mal. Depois fui deixando a inspiração chegar e, aí, acontecem esses hiatos no movimento por aqui.

Mas acabar com ele nunca foi a idéia. Talvez textos mais sucintos, talvez mais "capitulados". Não sei... o importante é que, mais uma vez, estou de volta!!

E vou aproveitar para comemorar!!


Sim! Na última terça-feira, 10 de outubro, completei 1 ano em Joinville. Um ano morando longe de casa, um ano pagando aluguel e, quase sempre, as contas.

Mas um ano de muito aprendizado. Me conheci e estou me conhecendo profundamente. Algumas coisas eu estou gostando bastante, mas outras, nem um pouco. Agora depende de mim melhorar, e é o que eu estou tentando fazer.

Saudade. Muita saudade dos amigos de Porto Alegre, dos lugares, das histórias, das viagens, das festas, da faculdade. Os encontro sempre que vou para lá mas, mesmo assim, reencontros são ótimos mas nem perto de conviver.

Também não posso esquecer dos amigos que fiz aqui. No próprio trabalho, de fora, de lá e de cá. É claro que, em relação às quase três décadas de Porto Alegre, são poucos, mas eu sei que eles sabem quem são.

Um ano. Quando eu paro para pensar que já moro sozinho há um ano... muito louco. Até uma semana antes de vir para cá, morar sozinho era um sonho distante e, na verdade e naquele momento, bastante improvável. Mas eis que a vida dá voltas, e aqui estou eu...

Por fim, é sempre bom lembrar que estamos em outubro!! Aêêêêêêêêê!! Eis que se aproxima o tão esperado dia 28 em que eu completarei 28 anos! E lá vem os 30, aí está... De um modo geral, estou bastante satisfeito com o que conquistei até aqui, em todos os campos, mas tenho a nítida impressão de que é agora que eu vou ter que mostrar serviço!!! Ser adulto é f...

É isso aí! Reapresentados, agora voltamos à nossa programação normal.. (assim espero!)
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31.7.06

Por que sou jornalista...



A vida tem seguido em frente... estou bastante ausente aqui no Impressão, mas estou bem. Duas matérias minhas foram publicadas no impresso nestas últimas semanas, e é sobre elas que eu quero falar.

A última, e mais recente, saiu no último sábado. Foi sobre o centenário de nascimento do poeta gaúcho Mário Quintana. O resultado foi muito legal e, só no final, eu pude ver o quanto ela valeu a pena. A sugestão da pauta foi minha. Quer dizer, em fevereiro, quando eu comecei a conversar com o editor do caderno de Cultura do AN eu disse pra ele que gostaria de fazer o centenário pois tinha uma história legal para contar. Minha idéia, minha pauta, minha pesquisa, meu texto (isso é levemente óbvio, ok) e, sim, minhas fotos! Ficou muito boa, e o reconhecimento também tem sido muito legal.

A anterior, que foi publicada no último dia 15 também foi legal, e tem uma história... curiosa.

No meio da semana após a Copa do Mundo eu estava fazendo o meu trabalho diário (do qual eu gosto muito, mas que não tem nada a ver com essas matérias) quando de repente eu ouço alguém na redação dizendo: "O Fábio, o Fábio, o Fábio!!"

Me virei para ver o que passava. Joinville é sede, no mês de julho, do Festival de Dança. O jornal tinha conseguido uma entrevista com o coreógrafo nova-iorquino David Parsons, dono da Companhia que leva o seu nome e que viria para a noite de gala do Festival. Problema: ninguém tinha inglês para fazer a entrevista, que seria por telefone. Aí pensaram em mim, e eu topei.

Fiz um "mídia training" (conversa sobre Dança e sobre a pauta) com uma colega que entende do assunto. Anotei as perguntas que eles gostariam de fazer, sugeri algumas e fui à luta.

Liguei. Tenho essa ligação gravada. No início, nítidamente nervoso, cometi alguns erros de inglês e de postura. Mas no final, deu tudo muito certo, e acabou sendo uma conversa agradável. O coreógrafo sugeriu que eu fosse assistir o espetáculo, e que fosse conhecê-lo no camarim. Disse que ia tentar conseguir as entradas, mas não dependia de mim.

Consegui a entrada, mas em um lugar comum. Não me parecia ter possibilidade de encontrá-lo. Mesmo assim eu fui, e valeu muito a pena. Eu nunca havia assistido um espetáculo de Dança, e achei muito bonito mesmo. Sendo Dança Contemporânea, foge um pouco das coreografias do balé e do jazz, mas não esquece delas.

Dois quadros merecem destaque. Um, onde apenas 2 focos de luz, intensos e curtos, que se cruzavam no meio do palco, iluminavam o que os atravessavam. O resto, penumbra. A dança? Toda feita com as mãos. Isso mesmo, apenas mãos! De uma simplicidade e criatividade absurdos!!

No outro, um dançarino dava pulos altos no ar, abrindo as pernas totalmente na horizonal quando atingia o alto. O detalhe é que não havia qualquer iluminação, se não um flash, que piscava a cada 3 segundos, mais ou menos. O efeito final é que o dançarino parecia estar voando, pois a cada vez que a luz acendia ele estava na mesma posição, mas um metro adiante. Fantástico!

Acabado o show, todos começaram a sair. Eu tinha combinado com uns amigos de encontrá-los na saída do teatro, mas notei que o camarim era acessível a partir da platéia. Resolvi arriscar. Falei com um dos organizadores, e descobri que ele tinha feito o contato entre o jornal e o coreógrafo. Feito! Ele me levou até o cara.

Quando entramos no camarim, a conversa foi mais ou menos assim:

Organização: "- Sr. Parsons, este é o jornalista que lhe entrevistou por telefone e..."

Parsons (já virado pra mim e estendendo a mão): - "Fábio! Como estão as coisas?"

É. O cara se lembrou de mim. É claro que ele não é exatamente o cara mais importante do mundo, mas para um jornalista iniciante foi muito legal. Ficamos conversando enquanto ele auxiliava a sua equipe a se preparar para ir embora.

Para mim, do telefonema ao encontro, foi uma experiência de vida muito legal. Afinal, sou jornalista para conhecer pessoas, culturas e aprender! Sobre o Quintana, também sou jornalista para saber mais, conhecer mais, ir fundo em aspectos novos sobre velhos assuntos, e para falar sobre o que eu gosto para as pessoas. Talvez aí até haja um certo idealismo, mas eu gosto muito de conversar, de comentar, de explicar. E, para isto, o jornalismo é um prato cheio.

Eu amo o jornalismo. Não tenho a pretensão de salvar o mundo, mas, sem demagogia, fazê-lo um lugar melhor sim. Sei que, no mundo de hoje, meu trabalho tem uma função "sócio-comercial", e não me revolto com isso. Me deixem fazer o meu trabalho, e está tudo certo. Eu sei que eu posso.

Sou jornalista por que ser jornalista, para mim, é ser... humano.
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