25.7.04

Brasil Campeão!!!

E não é que o Brasil venceu a Copa América? E contra a Argentina!!!

Confesso que eu mesmo não acreditava. No início, quando o Parreira vinha com aquele papo de "o time vai evoluir ao longo da competição", "não cobrem destes garotos", "é um laboratório para a Copa de 2006", eu entendia "não esperem porque não vão levar".

E os primeiros jogos não se preocuparam muito em contradizer o que eu "lia" nas declarações do técnico brasileiro. Mesmo na vitória de 4 a 1 contra a Costa Rica, o Brasil não apresentou um bom futebol. No jogo seguinte, derrota para o Paraguai. Parecia o prenúncio do fracasso.

Mas veio a segunda fase, equipes mais fortes e vitórias mais convincentes. Passamos pelo México naquele que talvez tenha sido o melhor jogo da seleção. Depois, vitória nos pênaltis contra o Uruguai. Antes de pensar em comemorar, era bom lembrar que o adversário da final era a sempre rival Argentina, que vinha de um 3 a 0 contra a Colômbia. Além do resultado das semi-finais, contava a favor da equipe de Bielsa e Ayala o fato de estarem com o time principal, contra o tão alardeado time "B" canarinho.

Não sei se por causa disso, mas o jogo foi quase todo dominado pela Argentina. No primeiro tempo, melhor organizado, marcando melhor, não deixando espaços para o meio-campo brasileiro jogar, a equipe azul e branca abriu o placar num pênalti cometido por Luisão, e que Kily González converteu. 1 a 0 para os "hermanos". Nos acréscimos, Alex cobra a falta e o mesmo Luisão marca de cabeça, enganando o goleiro. Jogo empatado e a bola nem é recolocada em jogo. Fim do primeiro tempo.

Na segunda, a superioridade argentina recebe uma grande ajuda do nervosismo brasileiro. Sem conseguir trocar passes, a equipe canarinho é dominada pelo adversário, que chega várias vezes perigosamente ao gol do Brasil. Aos 41 minutos, quando todos esperavam que o jogo estivesse definido em 1 a 1, Delgado marca o gol que parecia ser o do título argentino. Novo engano. Nos acréscimos, aos 48, Adriano aproveita confusão na área para decretar o 2 a 2 e novamente levar a decisão para os pênaltis.

A defesa de Julio Cesar no chute de D´Alessandro (primeiro cobrador da série) e a bola para fora de Heinze (segundo batedor) encaminharam a emocionante vitória do Brasil, e o título de Campeão da Copa América 2004.

O jogo valeria a pena simplesmente pelo seu final, pela forma como o Brasil venceu a Argentina. Acontece que, além disso, a vitória trouxe o "inesperado" título da competição. Parabéns a todos pela conquista. O Brasil segue no caminho do Hexa.

Que venha a Alemanha!

O "jungle boy" na terra dos sapateiros

Depois de quase uma década de monotonia, a Fórmula 1 parece estar recuperando a competitividade. A Ferrari ainda comanda a festa, eu sei, mas são 4 as equipes do chamado "segundo grupo", disputando a segunda colocação (sim, porque este ano Schumacher só não venceu em Mônaco, onde não terminou a prova). Além das tradicionais Mclaren-Mercedes e BMW-Williams, a BAR-Honda e a Renault estão, prova após prova, mostrando que não querem ser apenas coadjuvantes.

No GP da Alemanha, disputado hoje, muitas trocas de posição, ultrapassagens e acidentes. Uma boa surpresa foi a nova Mclaren, recuperando a força que tinha nos anos anteriores e que não estava conseguindo manter em 2004. A prova de Rubens Barrichello também foi boa. Largando na quarta fila, ele teve que trocar o bico no final da primeira volta, caindo para último. Terminou em nono, após boa recuperação. Infelizmente, o acidente no início da prova fez com que o brasileiro não pontuasse pela primeira vez no ano. Mesmo assim foi uma bela corrida.

O destaque brasileiro da prova, entretanto, foi o "jungle boy", Antonio Pizzonia. Piloto de testes da equipe Williams, foi alçado a condição de titular por 1 prova graças ao acidente do alemão Ralf Schumacher no GP dos Estados Unidos. Depois de um bom treino de sexta, não repetido no sábado, o piloto amazonense foi constante na prova, mostrando que tem condições de assumir o posto em 2005, quando o piloto alemão sai da equipe inglesa, provavelmente em direção à Toyota.

Pizzonia, por sinal, é piloto oficial da Petrobrás, combustível oficial da BMW-Williams. Torçamos para que esta parceria se repita em 2005, Pizzonia merece!!


Para quem não sabe: Schumacher quer dizer "sapateiro" em alemão

24.7.04

A importância de ter opinião

Uma das afirmações mais recorrentes no mundo de hoje é: "O importante é ter opinião própria". Concordo plenamente e, graças a Deus, acho que tenho uma opinião formada sobre tudo, ao mesmo tempo que tenho capacidade de mudá-la quando uma reflexão, um segundo pensamento ou mesmo outra opinião me levar a isso.

Eu costumo dizer que sou um cara muito reflexivo. Penso, e muito, sobre tudo. Isto tem muito a ver com a minha paixão por História. É bem verdade que às vezes eu penso demais e ajo de menos, mas, ainda assim, gosto de entender as coisas. No que se refere a questões históricas, eu sempre procuro me aprofundar no contexto antes de "achar" isto ou aquilo.

Na música, talvez o artista que mais reflita este modo de pensar seja Gabriel o Pensador. Quem me conhece, aliás, sabe que sou muito fã dele. Me lembro quando ganhei o primeiro CD (que tinha "Retrato de um playboy, Lôraburra, Lavagem Cerebral, 175, etc.) num amigo secreto. Daí para frente, comprei todos. Já decorei, de tanto ouvir, quase todas as músicas, e admiro muito a inteligência dele para falar sobre tudo.

Suas músicas falam sobre tudo. "Masculinidade", amizade, amor e mulheres. Preconceito sexual, social, racial, pobreza. Patriotismo, a favor e contra o governo, desemprego. Até mesmo sobre talento, sobre seu próprio talento, ele fala. Aos que dizem que suas músicas não são boas eu respondo com uma frase dele mesmo, presente na música "Como um Vício" do segundo CD (o menos conhecido): "eu não canto bem, não sou cantor sou compositor".

E é isso que eu acho. Talvez algumas músicas - melodias - realmente não sejam boas. Entretanto, o que vale mesmo é a mensagem. Se você prestar atenção, sempre vai ter algo para se refletir.

O show dele é outra coisa muito legal. Sempre de bom humor, levanta a galera e mostra energia nas músicas, "interpretando" o que elas dizem. Nunca vou esquecer um show no Planeta Atlântida (aí por 1997, 1999) quando, na hora que o show dele começou, já era dia. Outro show muito legal, também num "Planeta" foi um que ele puxou o hino nacional, que foi cantado pelos 50 mil presentes. Este, infelizmente, eu só ouvi no rádio.

Em nenhuma letra ele tenta impor a opinião dele, ele apenas fala. Aliás, como ele mesmo diz: "Quem vai mudar a sua cabeça não sou eu, é você".


Agradecimentos ao LFCorullón pelo logo
produzido especialmente para este post


23.7.04

Humor e cultura

Uma das poucas coisas que está valendo a pena nesta vida de desempregado é a oportunidade de ver o Programa do Jô quase que diariamente.

Sou fã do Jô desde a minha infância, na época do Viva o Gordo. Aliás, sempre preferi este ao Chico Anysio Show, por exemplo. Me lembro até que não gostei quando ele, já no SBT, parou de fazer o programa semanal e ficou só com o "Onze e Meia". Eu ainda era muito criança para gostar de talk-shows.

Acontece que esta opinião mudou. E aquela velha discussão de pais e filhos pra "hora de dormir que amanhã tem aula", no meu caso, aconteceu muito por causa dele. O tempo passou, eu entrei na faculdade, e acabei não ficando acordado pra ver ele por causa dos meus compromissos acadêmicos e/ou profissionais do dia seguinte...

Em 2002, quando eu entrei no clicRBS, eu sonhava que ia poder assistir o Jô todas as noites (pq eu trabalhei lá na madrugada). Não levei muito tempo para descobrir que era justamente por trabalhar no horário que eu nunca ia poder assistir às entrevistas (salvo dias que o trabalho terminava "cedo" e eu conseguia chegar em casa em tempo).

Pois o único programa certo destes meus dias de ócio, ou, devo dizer, o programa mais certo destes dias, tem sido assistir ao Programa do Jô.

O Jô é um cara inteligentíssimo, carismático, engraçado e culto pra caramba. Ele consegue tirar grandes histórias de "pautas" quase nulas. É claro que tem vezes que o ego dele atrapalha (e às vezes atrapalha bastante), mas geralmente é um bom programa para o fim de noite.

Humor inteligente e cultura. Tudo o que a televisão brasileira está precisando ultimamente...

21.7.04

Amizade verdadeira...


Olhe para a foto aí em cima. O que você vê?

Eu vejo uma amizade, uma grande amizade. Dois amigos de tempos, que estão felizes pelo simples fato de estarem juntos.

É claro que, sendo eu o bêbado à esquerda foto, tem muito do que eu sinto no que eu vejo nesta foto. Então deixe-me explicar: a garota ao meu lado é a minha grande e querida amiga Márcia Colombo. Amiga mesmo, de quase uma década. Nos conhecemos na época que eu estudava na Ulbra, no início da minha caminhada universitária, que terminava na noite desta foto.

Apesar de sermos muito amigos, mas muito mesmo, nunca foi fácil nos mantermos próximos (e menos ainda depois que eu fui para a PUC). Mesmo assim, continuamos nos falando do jeito que dava, e nos encontrando menos do que gostaríamos. E é por isso que encontros como este são tão importantes. E este, em especial, é talvez um dos dois mais importantes, pois era a minha formatura (o outro, óbviamente, foi a formatura dela).

Marcinha, feliz aniversário. Saiba que teu amigo jornalista aqui nunca te esqueceu, e continua gostando e torcendo por ti como na época das aulas de religião, viu?

21 de julho de 2004 - O dia da amiga!


20.7.04

Feliz Dia do Amigo!!!

O último e de forma alguma menos importante motivo que faz de 20 de julho um dia especial é que este é o Dia do Amigo!!

Deixo aqui meu abraço para todos os meus. De perto, de longe, do dia-a-dia, da família, da faculdade, do colégio, do trabalho.

De onde quer que eu os conheça, sei que todos têm certeza que podem contar comigo neste e em todos os dias.

Feliz dia do amigo a todos!!


Falando em avião...

Dia 20 de julho também marca o aniversário do pai da aviação.

Desde o Renascimento, inúmeras foram as tentativas e inúmeros foram os inventores/cientistas que pretenderam voar. Contudo, quis o destino que essa invenção coubesse a um brasileiro: Alberto Santos Dumont.

O inventor paulistano foi um homem admirável. Uma coisa que poucas pessoas sabem é que ele foi, também, o inventor do relógio de pulso (ou foi quem pensou em como botar o relógio no pulso).

Um visionário, que acreditava no homem, e acabou com a própria vida por saber que seu invento estava sendo usada como arma letal na Primeira Grande Guerra. Viva Santos Dumont!