Mudança...
Caros leitores do Impressão Digital...
desculpe a demora em escrever.. mas estou de volta!!!
Querem ler os textos novos? Vão para o novo Impressão Digital!!
Até lá!
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Impressões de Fábio Jacques
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Que ano!!
E não falo apenas de 2006. Na verdade, não foi um ano incrível, foram 2!
Quando o Grêmio caiu para a Série B, em 2004, todos pensavam: lá vem o inferno. Eu escrevi sobre isto aqui no ID, e disse que seguiria tão gremista quanto antes.
Mas sobre o que todos pensavam, veja só, todos tinham razão. Jogos de má qualidade técnica, derrotas vergonhosas (Anapolina-GO 4 x 0 Grêmio), vitórias sofridas contra equipes até então com pouca ou sem expressão no cenário nacional (1 a 0 no Santo André e as várias batalhas com o Santa Cruz) até culminar com um jogo inacreditável, no dia 26 de novembro de 2005.
O Grêmio precisava de um simples empate, mas todo mundo lembra o que aconteceu. A "batalha dos Aflitos" (o adjetivo é, também, o nome do estádio onde o jogo aconteceu). Com uma luta absurda, subimos. Série A, estamos de volta, e por cima.
Começou 2006. Campeonato gaúcho. O Grêmio não vencia o torneio desde 2001. Não se esperava muito, ainda mais contra o atual vice-campeão brasileiro, que - ainda não se sabia, mas - seria campeão da américa, pela primeira vez na sua história, poucos meses depois. Com o regulamento debaixo do braço, o Grêmio empata o jogo em pleno Beira-Rio e tira o título dos colorados.
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É.. mais uma vez eu prometi escrever com assiduidade e não cumpri. Mais uma vez, por razão nenhuma...
Eu acho que esta época de incerteza profissional pela qual eu estou passando tem a ver com isto. Não, nada a ver com a minha opção profissional, mas com a empresa onde eu trabalho. Ela foi vendida para a RBS, e havia o medo de que o meu setor, a internet, fosse desmontado em função do clicRBS. Entretanto, e graças a Deus, não é o parece que vai acontecer.
Eu tenho gostado muito das mudanças que eu tenho notado em mim. Eu realmente tenho conseguido brecar impulsos de raiva, de birra e de revolta, muitas vezes, no momento em que acontecem. Já me peguei algumas vezes contrariando a opinião de alguém e, de repente, me perguntando.. mas eu discordo mesmo? Às vezes chegando à conclusão que sim, mas outras - que, neste caso, são as mais importantes - que não.
Esta (26/11/2006) foi a primeira noite no novo apartamento. Bem maior que o anterior, num bairro melhor, mais perto de tudo. Não que o meu apErtamento anterior não fosse bem localizado, mas este aqui fica mais perto do centro, e é numa zona mais... moderna, mais urbana. Além do que, o antigo cabe na sala deste aqui, que tem 2 quartos, e cozinha separada. Muito bom!!
Eu sigo com muito para escrever, e sem escrever por razão nenhuma. Acho que vem aí um catatau de textos... acho!!
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Justiça seja feita. Numa das corridas mais emocionantes dos últimos tempos, e numa das recuperações mais incríveis que a Fórmula 1 já testemunhou, o GP do Brasil deste ano, disputado no último domingo, em Interlagos, foi um grande final para uma carreira fantástica do polêmico Michael Schumacher.
Até a sensacional e merecidíssima vitória do tupiniquim Felipe Massa serve como parâmetro para, enfim, reconhecer o grande piloto que o seu companheiro e heptacampeão alemão foi. Nos vários anos em que o Rubens Barrichello foi companheiro de Schumacher na Ferrari, nunca ele (Barrichello) teve uma vitória nas mãos do início ao fim, se não naquele GP da Áustria em que, vergonhosamente, o piloto alemão ultrapassou o ex-companheiro a metros da linha de chegada. O fato: mesmo lá, "Rubinho", num ótimo final de semana e correndo mais, não passava de uma sobra do alemão. Massa é profissional, obviamente sabe que Schumacher disputava o campeonato e tinha a preferência, mas nunca deixou de buscar o seu melhor. A ocasão surgiu quando só a vitória interessava a um Schumacher de pneu furado. Ele aproveitou. Barrichello certamente teve suas "ocasiões".. mas aproveitou quantas?
O que eu quero dizer é que, se Schumacher não foi sempre um adversário leal, ele também não merece ser retirado da galeria dos grandes campeões. Mesmo se considerarmos que, 3 ou 4 títulos dele foram conquistados na super-Ferrari sem adversários, sobram ainda pelo menos outros 3 títulos que o deixam, no mínimo, no nível de Ayrton Senna e Nelson Piquet.
Incontáveis GPs para lembrar. As vitórias com a Benneton (quando seu "diretor de equipe" era Flavio Briatore, hoje chefe da adversária Renault), a fatídica corrida que vitimou Ayrton Senna (e impediu que o mundo visse, afinal, um campeonato disputado pelos dois). Contudo, a obstinação do "sapateiro" neste domingo mostra o grande piloto que ele foi, ou ainda, que ele é.Com problemas de motor, largou em décimo, com o companheiro ferrarista Massa na pole e o adversário Fernando Alonso em quarto. Para ganhar seu oitavo título mundial precisava ganhar e torcer para o espanhol não pontuar. Matematicamente possível, mas improvável.]
Fim da segunda volta, Schumacher é o sexto. Poucas voltas depois, ao tentar ultrapassar o italiano Giancarlo Fisichella na entrada do S do Senna, o bico da Renault inacreditávelmente fura o pneu do alemão. O que muitos fariam? Encosta, e fim de prova.
Não Michael Schumacher. Talvez por ser sua última corrida, talvez pois o carro estava num domingo maravilhoso, mas o alemão voltou para a pista. Naquele momento, poucos metros atrás dele estava Felipe Massa... prestes a lhe dar uma volta. Cinqüenta voltas e uma dezena de ultrapassagens depois, "Schummy" termina a corrida na quarta posição. No domingo em que a Espanha conquistou seu bicampeonato e o Brasil voltou a vencer em casa, a Alemanha viu o maior piloto de sua história fazer uma corrida perfeita, digna de sua brilhante carreira.
Eu mesmo, por muito tempo, fui "contra" o alemão. Torci por Damon Hill, Jacques Villeneuve, Mika Hakkinen e, é claro, pelo próprio Fernando Alonso nos últimos anos, mas não posso, agora, deixar de admitir que Schumacher é um dos grandes.. dos maiores!!
Se é ou não maior ou mais importante que Ayrton Senna. Impossível dizer, e mais difícil ainda, imparcialmente. Senna ganhou 3 títulos em 10 anos, contra o tetracampeão Alain Prost e o "leão" Nigel Mansell. Para a história, Schumacher nunca enfrentou, realmente, um grande campeão. Mas foram 7 títulos em 16 anos. É o maior vencedor da história, quer queiram, quer não.Alonso, Schumacher, e antes Prost, Piquet, e, é claro, Senna. Estes cinco pilotos certamente dominaram os últimos 26 anos da Fórmula 1 (1981-2006), conquistando, simplesmente, 19 títulos. Os 3 últimos disputaram entre si, o segundo reinou quase sozinho, até a chegada do primeiro.
E isso me lembra que a Fórmula 1 entra em um novo momento. Agora, mais do que sem Michael Schumacher, apenas um campeão permanece. Fernando Alonso. Outros grandes pilotos estão aí: Raikkonen, o próprio Massa, o jovem Kubica e o inglês Jenson Button são alguns dos fortes concorrentes ao título 2007.
Talvez este GP tenha sido o último ato de uma era de grandes campeões. A Fórmula 1 segue, mas, assim como Senna, Prost e muitos outros seguem sendo louvados, jamais esqueceremos de Michael Schumacher.
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Uma das coisas que eu sempre tive bem claras nesses meus primeiros meses aqui em Joinville é que eu estaria lidando com pessoas diferentes, e que por mais próximos que talvez parecêssemos, ainda levaria um tempo para que eu pudesse chamar alguém de amigo, como chamo vários lá em Porto Alegre.
Eu tenho uma amiga em Joinville. Bem, talvez eu tenha mais - e eu não pretendo ser injusto aqui -, mas eu posso dizer com toda a certeza que ao menos uma "joinvilense da gema" eu quero levar comigo, no coração, para sempre.
Michelle Castro, Mi, Bob Esponja, Sra. Dislexia... hehe.. Durante praticamente oito meses nos encontramos quase diariamente para trabalhar e fazer festa, sem cansar. É claro que discutimos algumas vezes, até brigamos (segundo ela, a ponto de parecer que nunca mais íamos nos falar). Nos últimos 40 dias enfrentamos, juntos, o maior desafio da nossa ainda curta carreira profissional, quando a nossa querida editora precisou se ausentar.
Mi. Eu mesmo me surpreendi com a forma como senti a tua falta nestes dias. Nossas conversas, nossas besteiras, nossos estresses, a michellite e a lunardite.. Ah... tão perto (no tempo e no espaço), e ao mesmo tempo tão longe...
Te adoro "alemoa". Obrigado pelos toques, pelos conselhos, pelas discordâncias, pelas caronas, pelas festas, pela festa de aniversário na "redação", pela caminhada até o Mueller, pelas trocas de horário quando eu precisei, pelas partidas de sinuca, pela força, pelas chamadas de atenção, pelos elogios, pelas demonstrações de carinho, pelo McDonald´s e, é claro, por ter sido a primeira pessoa que eu encontrei nessa minha nova cidade. A gente já comentou isso várias vezes, mas a verdade é que a vida acontece assim.. meio por acaso...
Tudo de bom neste teu novo desafio. Tenho certeza que vai dar tudo certo, e o mundo vai começar a conhecer a excelente jornalista com a qual eu tive o prazer de trabalhar diretamente nestes meses. Te amo demais, viu?
Ah.. antes que eu me esqueça.. não te preocupa que eles não vão te "desmascarar", viu? Não tem nada escondido aí.. :-D
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Saudações tricolores!! Que domingo, hein? O meu, ainda que tenha acabado numa noite de trabalho, foi fantástico!! Mesmo tendo sido o ano da segunda divisão (2005) o que eu mais vezes fui ao estádio apoiar o Grêmio em quase 3 décadas, não levava muita fé neste título gaúcho não. Torcia, é óbvio. Estamos na final, então pelo menos joguemos para ganhar. Mas não acreditava. O Inter vinha de 4 títulos gaúchos sem o Grêmio nem ao menos chegar na final, um vice-campeonato brasileiro e é líder do seu grupo na Libertadores.
O Grêmio? É, vencemos árduamente a segunda divisão no ano passado, mas mal havíamos nos recuperado da derrota, em casa, para o 15 de novembro, que acabou com a nossa história na Copa do Brasil deste ano.
Como tinha que trabalhar, e sabia que se fosse ver o jogo na rua isso (de ir trabalhar) não seria uma decisão fácil, preferi ficar no conforto da minha casa e da internet. Na TV, a final do catarinense, que acabaria sendo vencida pelo Figueirense.
Primeiro tempo, 0 a 0. Como não estava vendo nem ouvindo o jogo, não tinha noção de quem estava melhor, mas estava considerando o resultado bem razoável. Ainda que perdêssemos nos pênaltis - como ocorrera contra o 15, por sinal -, mesmo depois de duas partidas não teríamos perdido, em campo, para "eles". Segundo tempo. Eu até estava distraído na internet quando o "óbvio" aconteceu. Fernandão, 1 a 0 Inter. Tudo bem... vamos para o Brasileirão e ano que vem impediremos o hexa colorado.
Lá pelas tantas, apareceu "bolinha" na tela do jogo da TV, o que significava que tinha saído gol em algum dos outros jogos que estavam acontecendo naquele momento. Uma ponta de esperança surgiu até que o narrador anunciou. Grêmio, 1 a 1 em pleno Beira-Rio.
Comecei a ficar nervoso. A narração "online" que eu estava acompanhando estava atrasada e nada de aparecer o empate. O tempo foi passando, o placar no jogo catarinense foi ampliado e, quando eu ia ter uma síncope, apareceu o gol na tela do PC. Dei um berro incrédulo! Olhei, eram cerca de 30 minutos da etapa final.
Como estava com um atraso de alguns preciosos minutos na narração, tinha a impressão de que aquela agonia ia durar uma hora. Antes de o jogo que eu acompanhava chegar aos 45, o jogo lá terminava aos 48. Um a um. Grêmio, campeão gaúcho de 2006.
Inacreditável. Há quatro meses o Sport Club liderava o Campeonato Brasileiro e vinha de 4 títulos gaúchos sem encontrar o tricolor no caminho. Nós, por outro lado, batalhávamos árduamente contra Anapolina, São Raimundo e Santa Cruz pela volta à primeira divisão, depois de 2 anos "batalhando" para cair.
E agora? Dois troféus no olímpico, e nenhum no Beira-Rio. Pouco? Eu acho que o "quase-campeão brasileiro" e "quem-sabe-talvez-pode-ser-numa-dessas campeão da Libertadores 2006" é um adversário respeitavel. É bom ressaltar, entretanto, que o co-irmão manteve a escrita e seguiu fiel a São Caetano (protetor dos eternos vices).
Por que o Grêmio foi campeão? Por que - e isso eu tenho que admitir - o tão contestado - inclusive por mim - Mano Menezes foi inteligente, e o Internacional foi incompetente. Por fim, está na Bíblia. "Mano" matou Abel...
Com o Grêmio aonde eu estiver!! E parabéns a todos nós, gremistas!!
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Hoje é 26 de março de 2006 e Porto Alegre completa 234 anos. Aqui coloco minha homenagem.
Esta carta foi escrita em 2001, na aula de português da faculdade. Entre as coisas que mudaram, é importante ressaltar que naquela época eu sempre passava as férias de inverno em São Paulo. O então senador Fogaça hoje é prefeito de Porto Alegre.
De resto, aviso aos catarinenses desavisados. O ufanismo deste texto é absurdo, propositadamente exagerado, pois é uma declaração de amor. Nada contra coisa nenhuma, apenas amor. É bem verdade que nada disso é mentira hoje, sigo amando Porto Alegre e, se não pretendo mais voltar para lá tão urgentemente, nunca deixarei de ser porto-alegrense de coração.
Eu amo Porto Alegre
"Estando aqui em São Paulo, as pessoas costumam dizer que sou mais um daqueles gaúchos bairristas. No início, eu argumentava. Tentando me explicar acabava me confundindo ainda mais. Depois de um tempo, passei a me pergunta: "Que culpa eu tenho de achar que não há lugar melhor para se viver do que o meu Rio Grande?"
Mais do que amar o Rio Grande do Sul, eu amo Porto Alegre. Cidade açoriana do século 18, palco de muitas guerras, berço onde nasci. Há cerca de 22 anos, a capital dos gaúchos me recebeu, me protegeu e, desde então, me viu crescer. Do hospital Fêmina, onde nasci, até a PUC, onde estou estudando, são mais de duas décadas de uma vida bem vivida.
Muitos percalços, muitos obstáculos, muitas decepções, muitas vitórias. Mais do que isso, muito amor por essa cidade que também acolheu Mário Quintana, que sabia cantá-la como ninguém.
O Parcão, a Redenção, o Marinha. O Olímpico, o Beira-Rio, o Tesourinha. A Osvaldo Aranha, a Nilo Peçanha, a Zona Sul. A Usina do Gasômetro, o seu lindo pôr-do-sol, o Laçador. Tantos lugares, tantas histórias, tanto a conhecer.
Seus músicos também lhe renderam homenagens. Kleiton e Kledir, na antológica "Deu pra Ti", o - hoje - senador Fogaça com "Porto Alegre é demais", e a melhorde todas, "Horizontes", cujo autor, infelizmente, é um ilustre desconhecido.
Até no que se refere às mulheres não há lugar melhor do que a minha cidade. Onde mais a miscigenação fez obras tão divinas? (No interior do Estado, talvez).
Ah, o rio. Como falar de Porto Alegre e não falar no Rio Guaíba? A melhor companhia para quem chega na cidade pela rodoviária, ou para quem gosta, como eu, de passar as tardes de domingo ao seu lado, numa das praias da Zona Sul.
Sinto agora no meu peito a falta que me faz a terra de Simões Lopes Neto. Quero voltar para os churrascos de final de semana, o chimarrão no fim de tarde, e os amigos de todos os dias.
Calma minha amada, também estou com saudades, logo voltarei."
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Em novembro de 2004 - eu escrevi um texto falando que amava Porto Alegre, mas que sentia que era hora de partir, de experimentar novos ares, de ganhar o mundo!
A idéia, naquela época, era ir para a Europa. Estava desempregado há meses e pretendia aproveitar a minha cidadania italiana para batalhar por lá. O tempo passou, eu fui deixando pra depois, criando novos projetos, alternativas, até que em outubro passado eu vim pra Joinville, bem como eu tinha pensado alguns meses antes, mas "puxado", e não exatamente por iniciativa própria como sugeri.
Desde então - e lá se vão quase 6 meses - eu voltei apenas 2 vezes a Porto Alegre. Uma no Natal, como seria de praxe, e outra no último final de semana. Foram duas viagens incríveis!
Na primeira, o tesão era por ser o reencontro depois da brusca mudança. Muitos assuntos, muitas novidades, muitos encontros. Na segunda vez, o que movia os encontros, além da saudade e das novidades, era manter o contato, seguir acompanhando aqueles que me são tão caros.
Apesar de ter sido apenas por 3 dias, e bastante cansativo na maior parte do tempo, a injeção de energia que eu recebi nesta viagem não tem preço. Colegas de faculdade, amigos de sempre, família, lugares... É como se a minha vida passasse de novo na minha cabeça. É como se eu estivesse voltando para ver "como estão as coisas" depois que eu "segui em frente".
Palavras, declarações de amizade, gestos, ouvidos, conselhos, camaradagens. Várias pequenas coisas que me dão a certeza de que tudo valerá a pena, de que, assim como eu, meus amigos também entendem que a presença física, indiscutivelmente importante e desejada, não é condição indispensável para que continuemos amigos.
Meu futuro está onde a vida me levar, até mesmo Porto Alegre. Meu passado, minha história, meus amigos de infância e os primeiros quase 30 anos da minha vida estarão para sempre na capital dos gaúchos. Posso estar em qualquer lugar, mas nunca vou deixar de ser porto-alegrense.
Quero agradecer aos que dedicaram um pouco do seu tempo, nestes dias, a mim. O churrasco, a Lima e Silva, o almoço na PUC, a volta até o Senac, a "voltinha" até o Fórum, o papo em casa e a visita ao apartamento!!
Ah, o apartamento. Tive uma sensação incrível quando visitei o apartamento onde um casal de grandes amigos vai morar depois de casar. O casamento deles, aliás, será minha próxima visita ao sul, em maio (o padrinho não pode faltar!!). Pois é, estar ali onde um cara que está comigo desde a adolescência vai morar, casar e, por que não, constituir família, é muito... emocionante. Fazer parte de um momento como este para amigos como estes é, sem dúvida, importante para mim também.
E a minha cidade está de aniversário esta semana! Parabéns a ela, e a todos os meus amigos porto-alegrenses! Prestarei também a minha homenagem no dia 26.
Por ora, transcrevo a letra de uma das "músicas-símbolo" da cidade:
Porto Alegre é demais
Porto Alegre é que tem
Um jeito legal
É lá que as gurias
etc. e tal
Nas manhãs de domingo
esperando o Gre-Nal
Passear pelo Brique
num alto astral
Porto Alegre me faz
tão sentimental
Porto Alegre me dói
não diga a ninguém
Porto Alegre me tem
não leve a mal
A saudade é demais
é lá que eu vivo em paz
Quem me dera eu pudesse
ligar o rádio e ouvir
Uma nova canção
do Kleiton e Kledir
Andar pelos bares
nas noites de abril
Roubar de repente
um beijo infantil
Porto Alegre me faz
tão sentimental
Porto Aegre me dói
não diga a ninguém
Porto Alegre me tem
não leve a mal
A saudade é demais
é lá que eu vivo em paz
Porto Alegre me dói
não diga a ninguém
Porto Alegre me tem
não leve a mal
A saudade é demais
é lá que eu vivo em paz
Porto Alegre é demais...!
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A gente tem a cínica e arrogante mania de viver como se fosse durar para sempre. É claro que isto é, na verdade, um grande paradoxo pois todos temos uma única certeza: vamos morrer. Ainda assim, e talvez para fingir que não, vivemos nossa vidinha tranquilamente, e fazemos planos para daqui 5, 10 anos, como se fosse só uma questão de tempo.
Na teoria é. Basta que o ponteiro maior do nosso relógio dê umas 60 mil voltas e teremos vivido mais quase uma década. Nossos planos estarão 10 anos a frente, porque certamente estaremos vivos até lá, não é?
Uma frase famosa, de certo humor negro, diz: "Viva cada dia como se fosse o último, pois um dia você acerta". E é isso mesmo que acontece. A gente fica pensando em morrer de velho, ou esquece que vai morrer, quando na verdade a gente "perde" oportunidades de morrer praticamente a cada segundo..
Não, não estou querendo dar lição de moral nem dizer "arrependei-vos que o apocalipse chegou". O meu raciocínio é mais generalista. Acredito que todos lêem jornais, assistem telejornais e conversam com outras pessoas. Pois é, todos os dias acontecem desgraças. Gente morrendo atropelada, bala perdida, discussão em casa, mãe "perdendo" bebês por aí. Todos os dias centenas de vidas são modificadas para sempre, traumaticamente. Eu sempre penso nas pessoas envolvidas nesses "casos de polícia" mundo afora. Muitas delas, se não morrem literalmente, perdem grande parte da vida por um milissegundo em que se fez ou se estava no lugar errado.
A gente age como se essas coisas fossem como prêmios da loteria. A gente nunca ganhou, então não é para nós. São fatos que só ocorrem lá, longe da vida real. Não meus amigos, lá também é a vida real.
Eu pensei na analogia da roleta russa pois é como se estivéssmos sempre brincando disso. Para quem não sabe, o "jogo" consiste em colocar apenas bala no tambor de um revólver, fechar e girar o tambor, e depois atirar contra a própria cabeça. Se sobreviver, gira o tambor e passa para o próximo.
O que ocorre é que, no mundo "real", a última bala é sempre recolocada. E nem sempre a vida avisa que está brincando...
Na verdade, toda essa conversa é para ser uma mensagem positiva. É para nós, que temos a sorte de não estar nas páginas policiais, valorizarmos mais os pequenos momentos, o simples fato de estarmos vivos.
Uma vez eu vi um filme chamado "Premonição" (o primeiro). Lá pelas tantas, o protagonista tá no meio do nada, sendo que o carro dele tinha parado em cima dos trilhos e levado por um trem, e o amigo dele estava de pé, ao seu lado, sem a cabeça. Eu lembro que naquele momento eu pensei: "E eu que achava que tinha problema". Tipo, 5 segundos e a vida do cara "acabou". Seis segundos antes e nada tinha acontecido nem "tinha como acontecer".
Viva a vida! Viva a sorte de eu ter amigos, família, profissão, trabalho, casa e saúde!
E viva também eu ter livre arbítrio, para poder filosofar de vez em quando...
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O Orkut. O tão famoso, questionado, defendido, criticado, menosprezado, supervalorizado mas, no fim das contas, tão utilizado (em especial por nós, brasileiros) Orkut.
Seria ele bom ou ruim? Passatempo ou perda de tempo? Diversão ou perigo? Vida em sociedade ou invasão de privacidade?
Para mim, nem isso, nem aquilo.
Quando o Orkut surgiu, na virada de 2003 para 2004, parecia ser apenas mais um modismo. Todos entrando, se inscrevendo, se encontrando. Depois passou a "febre", e começou a fase dos reencontros "reais". Turmas de colégio, amigos distantes, familiares. Muita gente, por acaso ou não, reencontrou pessoas que não via há muito tempo (e algumas que nem queria ver).
Eu considero que agora o Orkut já se tornou algo comum, como o MSN, por exemplo. Quem tem, tem e se comunica, mas quem não tem não perde nada de "indispensável" como a "febre" fazia pensar.
No que diz respeito a tecnologia, o Orkut é incrível. Até a maleabilidade de ele poder ser muito importante ou completamente inútil faz dele algo, no mínimo, muito interessante.
Eu estou lá há quase 2 anos - entrei em meados de 2004. Já contei os amigos que tinha, depois os fãs, depois os recados. Por algum tempo, admito, me sentia valorizado por que tinha encontrado a tia do vizinho da cunhada da mulher do cara da padaria que um dia tinha pegado um ônibus comigo na volta do colégio pra casa.
Minha irmã saiu do Orkut por que ele estava lhe causando problemas. Na verdade, não era o Orkut que causava os problemas. Digamos que os problemas que ela teve seriam - e foram - causados por uma pessoa que - então estava se descobrindo - não fazia bem a ninguém nem "ao vivo". Entretanto, eu acho que o Orkut em si não é nem bom nem ruim. Bom ou mau é o "uso" que tu faz dele. Aliás, dele e de quase todas as coisas/amizades/relações que existem na vida.
Eu estava há tempos para escrever sobre isto, mas me faltava o porquê. Até que outro dia eu estava pensando, e descobri que o Orkut já me trouxe muitas coisas legais neste tempo...
No início, os amigos de pouco tempo que se perderam, como eu costumo dizer, por razão nenhuma. Depois, e por causa desses reencontros, fui "localizado" por colegas de colégio, de quase 15 anos atrás. Tivemos vários reencontros e, posso dizer, algumas velhas amizades voltaram, uma em especial. Outra amizade nasceu deste reencontro e, indiretamente, do Orkut.
Em 2005, com a situação de desemprego, procurei comunidades sobre jornalismo. Fiz bons contatos, quase fui para Maceió, e cheguei a conseguir uns freelas via Orkut...
As grandes mudanças, entretanto, vieram no fim do ano. Numa dessas comunidades sobre jornalistas eu descobri o blog de um colega de São Paulo (se não me engano) que, em algum momento de setembro, publicou um anúncio do Jornal A Notícia pedindo jornalista com experiência em web. Respondi ao anúncio e eis que aqui estou eu!
Não satisfeito, quando a vida me jogou em Joinville meu amigo Orkut (afinal, é o nome do criador) apareceu de novo. Como eu não era o único "novato" na cidade, uma colega já tinha entrado em algumas comunidades joinvilenses para se "ambientar". Obviamente, segui o caminho, e encontrei mais alguns amigos. Poucos talvez, mas importantíssimos, quase fundamentais, nestes meus primeiros meses...
Eu sei que o Orkut não seria a única forma possível de isto tudo acontecer, mas foi através dele que aconteceu. Que eu saiba o Orkut nunca me causou nenhum mal, e aí estão alguns dos "bons" que ele me proporcionou.
Existem os mais variados tipos de história sobre o Orkut. Não estou querendo dizer "o Orkut é imperdível, é indispensável, é maravilhoso". Apenas, digamos, dando o meu depoimento. Como eu disse: o Orkut não é bom ou ruim, mas a forma como o utilizamos pode ser.
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